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Bibliografia para a iniciação científica e pesquisas acadêmicas

O início das aulas esté chegando e com isso muita gente precisa pensar nos trabalhos de conclusão de cursos, mais tradicionalmente chamados de monografia.

Alguns livros para quem deseja iniciar nas pesquisas científicas e acadêmicas:

 

TACHIZAWA, Takeshy e MENDES, Gildásio. Como fazer monografia na prática. 12 Edição. Rio de Janeiro, 2006.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

APPOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2004.

SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. 23 Edição. São Paulo: Cortez, 2007.

CASTRO, Cláudio de Moura. A Prática da Pesquisa. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

 

Intertextualidade em monografias e artigos

A intertextualidade se refere ao diálogo entre textos. Em outras palavras, um texto pode recorrer a outros. Isto pode acontecer de formas variadas.

A intertextualidade pode ser literal – quando parte de um texto é citado em outro – ou não-litaral – quando há referência à ideia, ao conteúdo de outro texto sem fazer uso das palavras exatas do texto retomado.

Trabalhos acadêmicos estabelecem os dois tipos de intertextualidado. No entanto, a intertextualidade não-literal é a forma mais empregada. A intertextualidade permite o diálogo entre autores.

Em trabalhos acadêmicos, a intertextualidade deve ser referenciada. Em outras palavras, mesmo quando não há citação literal, devemos referenciar os autores que contribuem com as discussões.

Intertextualidade não deve ser confundida com interdisciplinaridade.

Vocabulário acadêmico em monografias e artigos

Escrever um texto acadêmico geralmente não é uma tarefa simples para quem está iniciando. Isto fica bastante visível na elaboração de monografias e artigos de.  conclusão de cursos. Há uma dificuldade de compreensão dos gêneros textuais acadêmicos e seus objetivos. Além da dificuldade de definição de um tema para a monografia, os estudantes também se deparam muitas vezes com outro aspecto desafiador: a redação acadêmica do texto.

Uma dica bastante útil é a leitura de artigos na área do trabalho. Isto ajuda a compreender como os trabalhos são organizados e escritos. Os estudantes podem circular ou sublinhar as expressões, o vocabulário e as construções empregadas por autores experientes.

É necessário reconhecer que há questões de estilos que fazem com que as formas e preferências de produção textual sejam diferentes. Além disso, há a famosa discussão entre o uso ou não da primeira pessoa em trabalhos acadêmicos (isto será tema de outro post).

Vejamos alguns verbos úteis para trabalhos acadêmicos:

apontar / discutir / abordar / tratar / enfatizar / relatar / analisar / visar / pretender / enfocar / comparar / contrastar / explicar / exemplificar / restringir / criticar / estabelecer /  ressaltar / destacar / compreender / fundamentar / viabilizar / possibilitar / sustentar / pesquisar / comentar / diagnosticar / avaliar / quantificar / organizar / questionar / investigar / verificar /

Até logo !

Monografias e artigos: atenção ao foco do trabalho

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Estudantes costumam ter dificuldades com monografias. Por ser um tema abordado aqui com certa frequência, é comum que visitantes cheguem ao Ensino Atual procurando questões relativas à elaboração e formatação de monografias.

Um dos problemas na elaboração de monografias está na manutenção do foco das discussões e das pesquisas. Os estudantes devem sempre ter o foco em mente. Em termos bem práticos, eles podem escrever este foco do tema em lugar bem visível.  Descuidos, principalmente de iniciantes, podem fazer com que o foco seja perdido ou que ele fique sendo abandonado e retomado diversas vezes ao longo do trabalho.

A divisão da monografia ou de artigos em seções deve ser feito com muita cautela e deve ser constantemente reexaminados. A leitura do trabalho ao longo da sua elaboração e na sua fase final por outras pessoas pode ser interessante. Neste caso, um colega de turma pode ser uma alternativa. O colega, atuando como leitor, poderá verificar se há idas e vindas em discussões.

Outra estratégia é a leitura com marcação ou identificação de tópico frasal. Os próprios autores dos trabalhos podem reler seu trabalho (várias vezes) com bastante calma e escrever ao lado dos parágrafos qual foi o tópico do parágrafo. Isto poderá contribuir para que repetições ou intercalações demasiadas sejam identificadas.  Imagine, por exemplo, que definições de um conceito chave apareça várias vezes ao longo do trabalho. Isto poderá gerar confusões ou perda de foco. O texto tende a ficar cansativo e redundante.

Um tema hoje muito popular em Letras é preconceito linguístico. Neste tema, é comum apresentar definições de variantes linguísticas. Eu não devo ficar oscilando as discussões entre conceitos de gramática, definição de linguística, ensino de leitura, por exemplo. Estas questões podem ser pertinentes, desde que devidamente planejadas e fundamentadas.

Em síntese, sempre verifique se o foco do trabalho está claro e se ele não está sendo perdido.

Metodologia científica: sugestões bibliográficas

 

Algumas sugestões bibliográficas de livros nacionais sobre metodologia científica:

 

APPOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2004.

BARROS, A. J. S. e LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de Metodologia: Um Guia para a Iniciação Científica. 2 Ed. São Paulo: Makron Books, 2000.

CERVO, A. L. & BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 4 ed. São Paulo: Makron Books, 1996.

CHAVES, M. A. Projeto de pesquisa: guia prático de monografia. 2 ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2003.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 7 ed. São Paulo: Cortez Editora, 2005.

DEMO, P. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 2000.

FERREIRA, M. C.; MOURA, M. L. S. Projetos de pesquisa: elaboração, redação e apresentação. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2005.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LÜDKE, M ; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 6ª Reimpressão. São Paulo: EPU, 2001.

MAGALHÃES, G. Introdução à metodologia da pesquisa: caminhos da ciência e tecnologia. São Paulo: Ática, 2005.

MARCONI, M. A. & LAKATOS, E. M. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2000.

MEKSENAS, P. Pesquisa social e ação pedagógica: conceitos, métodos e práticas. São Paulo: Loyola, 2002.

MICHEL, M. H. Metodologia e Pesquisa Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas, 2005.

OLIVEIRA, M. M. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.

PÁDUA, E. M. M de. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. 6 ed. Campinas: Papirus Editora, 2000.

RAMPAZZO, L. Metodologia científica: para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. São Paulo: Loyola, 2002.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª  Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2007.

RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 36 Ed. Petrópolis: Vozes, 2009.

 

Monografias e Artigos: Referências e Bibliografia

Tenho recebido diariamente uma grande quantidade de visitantes que buscam compreender a diferenciação entre referências e bibliografia, o que parece demonstrar a relevância desta compreensão.  Como a diferenciação entre bibliografia e referências bibliográficas não é comum, achei bom fazer algumas observações.

As referências devem estar restritas às obras referenciadas no corpo de um texto, inclusive projetos. Por este motivo, é comum em bancas, pareceres de projetos e artigos verificar, no caso das referências, se todas aparecem (referenciadas, idependente de citações literais) no texto.

Embora o termo bibliografia tenha um sentido mais amplo, é necessário cuidado. Em artigos, referenciar no corpo do texto poucos autores e oferecer uma vasta bibliografia ao final pode bastante delicado e perigoso, uma vez que pode parecer um estudo muito mais aprofundado do que realmente foi. Em outras palavras, este erro pode parecer um enchimento biblliográfico que não condiz com o estudo de fato realizado.

Muitos periódicos acadêmicos enfatizam que apenas as obras referenciadas no corpo do texto podem ser referenciadas ao final do trabalho.

Em artigos, dissertações e teses, logicamente não é comum encontrar as duas coisas, até mesmo porque muitos autores, como já apontado, não compreendem ou estabelecem diferenciação. Isto não significa, no entanto, que não haja diferenças.

Um exemplo prático pode ser encontrado no livro de metodologia de Maria Helena Michel, Metodologia e Pesquisa Científica em Ciências Sociais, publicado pela Editora Atlas. Na obra, a especialista apresenta referências bibliográficas e bibliografia de apoio.

Logicamente não há um acordo pleno sobre questões de metodologia. Isto se deve a vários fatores. Primeiramente, as terminologias são difíceis de serem controladas, por serem na maioria das vezes termos baseados em vocabulário de uso comum.

Além disso, não existe uma graduação específica em  Metodologia. Isto contribui para que os conceitos e termos sejam, quase que invariavelmente, em especial em pesquisa qualitativa, compreendidos de forma diferenciada, dependendo da área de formação e atuação do pesquisador.

Referências Bibliográficas – citação indireta – citação não literal

Uma das principais dificuldades na redação de uma monografia é a referenciação bibliográfica.  A fundamentação teórica é um dos princípios de um trabalho acadêmico mais elaborado (monografias, dissertações e teses). É preciso citar literalmente e não-literalmente autores e pesquisadores. Na prática. isto se revela um grande problema. A citação incorreta e a ausência de citações podem causar problemas graves e comprometer seriamente um trabalho.

duas formas de referencia bibliográfica: citação indireta e citação direta.

 Neste post, eu vou falar da primeira forma: a citação indireta.

  • Citação indireta – citação não-literal – referenciação à conceitos, posições, teorias, idéias….

Quando queremos citar conceitos ou idéias de um autor sem citar literalmente o que o autor disse, escrevemos o nome acadêmico do autor acompanhado do ano da publicação.

A indicação de páginas não é obrigatória. Afinal, a citação pode fazer referência a um conceito ou teoria indicada ao longo de toda uma obra.

Exemplos:

1) Na visão de Vigotski ( 2001), a aprendizagem ocorre por meio de interações sociais.

2) Vilaça (2010) discute um perfil de pesquisas sobre estratégias de aprendizagem.

3) A fala de uma pessoa é composta com uma soma de vozes de outros atores sociais (Bakhtin, 2002).

(Atenção ! O autor aparece aqui entre parênteses( exemplo 3) por não ser parte da oração, apenas a fonte ou indicação de suporte teórico. Quando o autor é parte da oração, como nos dois primeiros exemplos ele não deve ser empregado entre parênteses).

 Nos casos acima não há transcrição literal de palavras do autor, por isso não há emprego de aspas. Os exemplos ilustram referências a aspectos e teorias tratados pelos autores acima nas obras indicadas pelos anos da publicação.

O ano é fundamental para que o leitor encontre a obra citada nas referências bibliográficas (bibliografia).

referências bibliográficas – bibliografia – metodologia de pesquisa – redação acadêmica – trabalhos acadêmicos – artigos

Monografia: Citação indireta por terceiros – Apud

Muitos estudantes desconhecem ou se confundem no uso do apud na redação de trabalhos acadêmicos.

O apud indica que um autor é citado através de um comentário ou uma citação mediada por outro autor(uma terceira pessoa).

Bakhtin, por exemplo, é um autor muito discutido atualmente. Há vários livros que abordam a vida, as obras e os conceitos do autor.  Bakhtin é citado em muitos trabalhos de monografia, dissertação e tese. O mesmo ocorre, por exemplo, com Vigotski, Piaget, Saussure e Chomsky. Há casos de trabalhos abordam as teorias destes autores, sem que os mesmos sejam lidos. Em outras palavras, o autor não é lido, mas alguém que fala dele.

Há vários livros que visam facilitar a compreensão deste autores. Estas publicações deve ser estudadas. No entanto, elas não devem substituir a leitura dos originais, em especial quando estes autores são autores centrais em trabalhos monográficos e artigos.

O autor de um trabalho monográfico ou artigo deve ter cuidado na forma de citação.

Vejamos um exemplo:

Para Oxford (1990 apud Nunan, 1995), as estratégias de aprendizagem promovem a autonomia. 

Na verdade,  de acordo com a citação acima, Oxford (1990) não foi lida, mas Nunan (1995). Nunan, no exemplo hipotético, fala de Nunan. A leitura não é direta, mas mediada por um outro autor (Nunan, neste caso).

Apud = citado por

Vejamos agora outro exemplo hipotético:

Para Oxford (1990), as estratégias de aprendizagem promovem a autonomia. 

Neste caso, a forma de citação indica que Oxford foi lida.

O apud, especialmente o uso excessivo dele, deve ser evitado por ser uma leitura indireta, influenciada pela leitura de outra pessoa. Se o autor citado é importante e sua obra está acessível, a obra original deve ser lida.

Mesmo quando a citação não é literal, o apud deve ser empregado, indicando que a leitura foi mediada. A leitura do outro autor pode apresentar imprecisões e/ou influências de naturezas diversas.

trabalho acadêmico – escrita científica – citação – referências bibliográficas – leitura indireta – biografias

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