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Monografias e artigos: atenção ao foco do trabalho

Estudantes costumam ter dificuldades com monografias. Por ser um tema abordado aqui com certa frequência, é comum que visitantes cheguem ao Ensino Atual procurando questões relativas à elaboração e formatação de monografias.

Um dos problemas na elaboração de monografias está na manutenção do foco das discussões e das pesquisas. Os estudantes devem sempre ter o foco em mente. Em termos bem práticos, eles podem escrever este foco do tema em lugar bem visível.  Descuidos, principalmente de iniciantes, podem fazer com que o foco seja perdido ou que ele fique sendo abandonado e retomado diversas vezes ao longo do trabalho.

A divisão da monografia ou de artigos em seções deve ser feito com muita cautela e deve ser constantemente reexaminados. A leitura do trabalho ao longo da sua elaboração e na sua fase final por outras pessoas pode ser interessante. Neste caso, um colega de turma pode ser uma alternativa. O colega, atuando como leitor, poderá verificar se há idas e vindas em discussões.

Outra estratégia é a leitura com marcação ou identificação de tópico frasal. Os próprios autores dos trabalhos podem reler seu trabalho (várias vezes) com bastante calma e escrever ao lado dos parágrafos qual foi o tópico do parágrafo. Isto poderá contribuir para que repetições ou intercalações demasiadas sejam identificadas.  Imagine, por exemplo, que definições de um conceito chave apareça várias vezes ao longo do trabalho. Isto poderá gerar confusões ou perda de foco. O texto tende a ficar cansativo e redundante.

Um tema hoje muito popular em Letras é preconceito linguístico. Neste tema, é comum apresentar definições de variantes linguísticas. Eu não devo ficar oscilando as discussões entre conceitos de gramática, definição de linguística, ensino de leitura, por exemplo. Estas questões podem ser pertinentes, desde que devidamente planejadas e fundamentadas.

Em síntese, sempre verifique se o foco do trabalho está claro e se ele não está sendo perdido.

Dicas para monografia: tema, redação, metodologia, objetivos…

Dicas para monografiaO semestre está começando e muitos estudantes precisam fazer monografia de conclusão de curso. Muitos usuários visitam este site procurando por dicas para monografias, sugestões de temas, metodologia, formatação.

Então, não custa apresentar objetivamente algumas dicas:

1- Administre o tempo – demorar para definir tema, objetivos ou para escrever a monografia pode ser o primeiro problema. Quanto mais tempo for desperdiçado, menor ele será para desenvolver o trabalho.

2- Escolha um bom tema – Como escolher um tema para monografia? Pense em algo relevante, proveitoso acadêmica ou profissionalmente. Evite temas com pouca bibliografia disponível ou com bibliografia de difícil aquisição.  Dificuldades de obtenção de bibliografia pode ser um grande tormento, principalmente quando o tempo para a monografia é pequeno.

3- Cuidado com temas sugeridos – O tema sugerido pode ser relevante, agradável ou fácil para quem sugeriu, mas pode não ser agradável, produtivo ou relevante para quem sugeriu.

4- Limite os seus objetivos - um trabalho com muitos objetivos pode ser inviável, representar vários trabalhos ou exigir muito tempo. Muitos estudantes acumulam objetivos e os apresentam ao longo do trabalho, considerando que justificará ou enriquecerá o trabalho. 

5- Mantenha o foco nos objetivos – verifique se os objetivos não foram abandonados ou esquecidos ao longo do trabalho.

6- A metodologia apropriada – a metodologia devem ser o caminho necessário para que atingir os objetivos propostos e responder as perguntas de pesquisa. Todos os procedimentos e instrumentos de coleta de dados, caso necessários, devem ser justificáveis, viáveis e úteis.

7- Avalie o tempo necessário – cronograma - verifique a relação entre o tempo, os objetivos e a redação. Um erro perigoso é planejar um pesquisa que requer mais tempo que o necessário. 

8- Não descuide da linguagem acadêmica - a monografia deve ser escrita com linguagem acadêmica e de acordo com padrões, estilos e formatos aceitos na área.

9- Seja objetivo e claro no seu texto – evite voltas, intercalações demasiadas e repetições desnecessárias. O leitor, independente de ser o orientador ou avaliador, deve entender o texto com facilidade.

10- Respeite as normas de formatação – siga as normas de formatação da ABNT ou indicadas pela instituição

11- Não deixe a formatação para os últimos momentos – trabalhar com o trabalho fora de formatação pode gerar problemas diversos. Por exemplo, o tamanho do trabalho pode ser afetado com a troca de margens, fontes, espaçamento…

12- Atenção à quantidade e à qualidade da bibliografia - a monografia é um trabalho acadêmico e, como tal, requer fundamentação e discussão teórica – não confunda monografia com resumo, fichamento, resenha ou soma destes. Pouca bibliografia pode comprometer o trabalho.

13- Verifique se nenhuma citação literal deixou de ser devidamente referenciada

14- Reserve tempo para revisar tudo – revise aspectos textuais, formais, a clareza do texto, a formatação, paginação, bibliografia…

15- Mantenha contato e dialogue com o orientador

16- Mantenha cópias de segurança (backups) do seu trabalho

17 -Guarde rascunhos e versões diferentes do texto - cuidado para não excluir ou apagar figuras, textos e rascunhos que podem ser úteis. Um parágrafo ou um gráfico rejeitado hoje, por exemplo, pode servir no futuro.   

II Jornada de Epistemologia da Pesquisa Científica

II Jornada de Epistemologia da Pesquisa Científica

Tema: Teorias da Educação, Pesquisa e Intervenção na Escola

Período: 05 a 07 de abril de 2011

Prazo de submissão de propostas: 10 de fevereiro

Local: Unimontes

Informações: www.jepec.com.br

Eixos temáticos:

  • Educação Infantil
  • Alfabetização, Letramento e Linguagem Matemática
  • Didática, Metodologia do Ensino Superior e Formação Docente
  • Pesquisa, Métodos e Epistemologias
  • Educação do Campo

Objetivos de pesquisas aplicadas – qualitativas e quantitativas

 

Continuando a série de posts sobre pesquisas, aponto agora objetivos comuns de pesquisas aplicadas.  

 

A prática de pesquisas de natureza aplicada, nos mais diversos campos do saber, pode ser motivada com objetivos variados que incluem:

a)    Buscar respostas (APPOLINÁRIO, 2004) e resoluções (RICHARDSON, 2007) para os problemas

b)   Formular teorias (RICHARDSON, 2007)

c)    Testar teorias (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

d)   Produzir conhecimentos (MEKSENAS, 2002)

e)    Caracterizar um contexto ou uma população (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

f)    Mensurar fenômenos (NUNAN, 1997; MAGALHÃES, 2005)

g)   Identificar probabilidades (MARKONI & LAKATOS, 2000; SELIGER & SHOHAMY, 2001)

h)   Observar e descrever comportamentos (SELIGER & SHOHAMY, 2001)

i)     Explorar um aspecto pouco conhecido (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

j)     Determinar condições de fenômenos (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

k)   Estabelecer classificações (MARKONI & LAKATOS, 2000)

                                                                                                                             (VILAÇA, 2010, p. 65-66)

VILAÇA, M. L. C.  Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista E-scrita. Volume 1. Número 2. Maio-Agosto de 2010. 

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Pesquisa Aplicada – características e objetivos

Pesquisas de natureza aplicada muitas vezes não são bem compreendidas por estudantes. É comum que, para “enriquecer” a proposta de pesquisa, muitos objetivos sejam anunciados, o que tende a inviabilizar a pesquisa. Em post futura, tratarei de objetivos de pesquisa. No entanto, a maior dificuldade para o iniciante é identificar a metodologia de pesquisa adequada para a coleta de dados. É preciso ter sempre em mente que a metodologia possibilita coletar dados que possibilitarão atingir o seu objetivo e ”identificar” respostas para as perguntas de pesquisa.  Convém mencionar que é comum a confunsão entre inquietações e questionamentos amplos com perguntas de pesquisa. Isto também, merece, discussão em outro post.

Afinal, o que é uma pesquisa aplicada?   

VILAÇA, M. L. C.  Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista E-scrita. Volume 1. Número 2. Maio-Agosto de 2010. 

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De acordo com Barros e Lehfeld (2000, p. 78), a pesquisa aplicada tem como motivação a necessidade de produzir conhecimento para aplicação de seus resultados, com o objetivo de “contribuir para fins práticos, visando à solução mais ou menos imediata do problema encontrado na realidade”.  Appolinário (2004, p. 152) salienta que pesquisas aplicadas têm o objetivo de “resolver problemas ou necessidades concretas e imediatas.”

As pesquisas aplicadas dependem de dados que podem ser coletados de formas diferenciadas, tais como pesquisas em laboratórios, pesquisa de campo, entrevistas, gravações em áudio e / ou vídeo, diários, questionários, formulários, análise de documentos etc (NUNAN, 1997; MICHEL, 2005; OLIVEIRA, 2007). Ao contrário da pesquisa teórica, investigações de natureza aplicada apresentam complexidades metodológicas e éticas muito mais complexas. Devido a estas questões, as práticas de pesquisas aplicadas estão mais frequentemente associadas ao ensino superior e à pós-graduação.

Na maioria dos casos, as pesquisas aplicadas exigem e partem de estudos teóricos. Na Academia poucos são os casos de pesquisas de campo que não estejam fundamentadas ou discutidas com base na literatura existente. A teoria não deve, portanto, ser considerada como aspecto restrito às pesquisas bibliográficas. Na sua estruturação mais comum, uma pesquisa aplicada apresenta: a) fundamentação teórica; b) metodologia de pesquisa; c) Análise e discussão dos dados.  Neste caso, a fundamentação teórica serve, entre outras possibilidades, de referencial para a análise dos dados, dados estes que foram coletados por meio de uma metodologia compatível com os objetivos de pesquisa e as características do objeto de estudo e do contexto de investigação (NUNAN, 1997).

                                                                                                                                                                                              (VILAÇA, 2010, p. 64-65)

Pesquisa teórica – características e objetivos

O que é uma pesquisa teórica? Quais as características de uma pesquisa teórica?  Quais os objetivos de uma pesquisa teórica?

Apresento abaixo fragmentos de um artigo de minha autoria, no qual discuto aspectos básicos sobre a prática de pesquisa, com foco em Letras e Educação.

Sem dúvidas, muitos estudantes encontram dificuldades para planejar uma pesquisa, especialmento na definição de objetivos e metodologias de pesquisas aplicadas.

Em posts futuros, abordarei a pesquisa aplicada.

 Em termos gerais, são consideradas pesquisas teóricas aquelas que têm por finalidade o conhecer ou aprofundar conhecimentos e discussões (BARROS e LEHFELD, 2000, p. 78). Em síntese, é possível afirmar que a pesquisa teórica não requer coleta de dados e pesquisa de campo. Ela busca, em geral, compreender ou proporcionar um espaço para discussão de um tema ou uma questão intrigante da realidade (TACHIZAWA e MENDES, 2006). No campo das Letras, é a forma predominante de pesquisa em Literaturas. Isto não significa, entretanto, que não haja pesquisa aplicada em Literatura e que outras áreas de Letras, como Língua Portuguesa ou Linguística só sejam pesquisadas de forma aplicada. Não devemos entender determinismos nestes exemplos.  Em Educação, a pesquisa teórica visa, entre outras possibilidades, ao aprofundamento de estudo de conceitos, biografias de educadores, discussões de visões de ensino-aprendizagem.

(…)

A pesquisa teórica também é mencionada na literatura com outras denominações: pesquisa pura (MEDEIROS, 2000, p. 33; APPOLINÁRIO, 2004, p.151), básica e fundamental (APPOLINÁRIO, 2004:151).

A forma básica de pesquisa teórica é a bibliográfica. A pesquisa bibliográfica é, sem dúvida, a forma de pesquisa mais realizada em escolas e universidades.  Os objetivos mais comuns são compreender e discutir a revisão da literatura[2] sobre o tema de pesquisa (TACHIZAWA e MENDES, 2006). Isto ocorre basicamente por consulta e estudo de livros, artigos, trabalhos monográficos, jornais e enciclopédias. O estudante tem contato com este tipo de pesquisa desde os primeiros anos escolares (DEMO, 2000).


VILAÇA, M. L. C.  Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista E-scrita. Volume 1. Número 2. Maio-Agosto de 2010. 

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[2] Fundamentação teórica, base bibliográfica, arcabouço teórico, e pressupostos teóricos são outras denominações freqüentes.

Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões

O que é pesquisa? Quais os objetivos de pesquisas? O que é um problema de pesquisa? Professor pode pesquisar? Para que pesquisar?

Artigo publicado:

VILAÇA, M. L. C.  Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista E-scrita. Volume 1. Número 2. Maio-Agosto de 2010. 

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Resumo

 

Este artigo discute a interação entre pesquisa e ensino. Ele se baseia em questões frequentes de estudantes sobre o estudo e a prática de pesquisa. O foco está nas áreas de Educação e Linguística Aplicada. A bibliografia referenciada vem de diferentes campos de estudos e pesquisa, especialmente Ciências Sociais, Educação e Letras. O que é pesquisa? Por que devemos pesquisar? O que é um problema de pesquisa? Estas são algumas das questões que este artigo considera. Este trabalho não se propõe a oferecer respostas para tais questionamentos, mas estimular a reflexão sobre a importância da pesquisa para o desenvolvimento da prática educacional.

Este artigo apresenta considerações sobre a prática de pesquisa e a sua relação com o ensino. É possível afirmar que este trabalho busca inspiração na interdisciplinaridade por dois aspectos. Primeiramente, o referencial teórico que dá suporte às discussões tem origem em diferentes campos do saber, especialmente nas Ciências Humanas e Sociais. Em segundo lugar, ainda em estreita relação com o aspecto anterior, o foco das discussões está em duas áreas de naturezas interdisciplinares: Educação e Letras.  Isto, no entanto, não significa que as reflexões aqui não possam contribuir para outras áreas de estudo, uma vez que a atividade de pesquisa não se restringe a esta ou aquela área. A opção pelo foco se deve ao objetivo central deste trabalho: refletir sobre a interação entre pesquisa e ensino.

A motivação para este trabalho surgiu de algumas perguntas frequentes de estudantes de graduação e pós-graduação: O que é pesquisa?; Por que pesquisar?; O que é pesquisa aplicada?; Quais as relações entre pesquisa e ensino?; Professor pode ser pesquisador?; Como aprender a fazer pesquisa?; entre outras.

É conveniente antecipar que este artigo não pretende solucionar estes questionamentos, mas oferecer oportunidades para reflexões e novas perguntas. Em outras palavras, o objetivo aqui não é responder ou concluir, mas refletir e instigar o interesse pela prática e pelo estudo de pesquisa. Além disso, são feitas algumas considerações sobre a formação de professores para o ato de pesquisar.

 Desta forma, o objetivo básico deste trabalho é propor uma discussão didática sobre pesquisa, que possa contribuir para que estudantes e professores se interessem pelo estudo do assunto e entendam a pesquisa como uma atividade não só compatível com a docência, mas de central importância para o progresso da Educação.

          (VILACA, 2010, p.60)

 

pesquisa – educação – pesquisa teórica – pesquisa aplicada – pesquisa em linguística aplicada – metodologia científica – metodologia de pesquisa – pesquisa em Letras – pesquisa em Educação

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