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II SIELP – Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa

II Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa – II SIELP

30/05 – 01/06 de 2012

Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Informações: http://www.ileel.ufu.br/sielp/

Palestrantes:

Profª. Dra. Aparecida Negri Isquerdo (UFMS)
Prof. Dr. Bernard Schneuwly (França)
Profª. Dra. Désirée Motta-Roth (UFSM)
Prof. Dr. Egon de Oliveira Rangel (PUC – SP)
Profª. Dra. Elisete Maria de Carvalho Mesquita (UFU)
Prof. Dr. José Antônio Carvalho Brandão (Universidade do Minho – Portugal)
Prof. Dr. Luiz Carlos Travaglia (UFU)
Profª. Dra. Madalena Dias Teixeira (IPS- Portugal )
Profª. Dra. Maria Cândida Trindade Seabra (UFMG)
Profª. Dra. Maria Célia Lima-Hernandes (USP)
Profª. Dra. Maura Alves de Freitas Rocha (UFU)
Prof. Dr Raul de Souza Puschel (IF-SP)
Profª. Dra. Roxane Rojo (IEL-UNICAMP)
Prof. Dr. Sírio Possenti (UNICAMP)
Prof. Dr. Waldenor Barros Moraes (UFU)

Metodologias de pesquisa em linguística aplicada: caminho

A metodologia de pesquisa é o caminho para que um estudo seja realizado e a para que os objetivos de pesquisa sejam alcançados. Ela não é o fim (a finalidade da pesquisa). O pesquisador deve planejar a metodologia de acordo com os objetivos da pesquisa. A metodologia empregada deve viabilizar que a pesquisa se concretize e os dados necessários sejam coletados.

As metodologias sofrem ajustes ou variações de acordo com a área de pesquisa. Uma denominação pode ser um pouco diferente dependendo da área do saber.

Vejamos um exemplo: etnografia. A pesquisa etnográfica é muito comum em sociologia e antropologia. Em linguística aplicada, pesquisas etnográficas são comuns. No entanto, muitos pesquisadores preferem denominá-las de “pesquisa de base etnográfica” ou “pesquisa de cunho etnográfico“.  Em geral, uma etnografia em linguística aplicada não dura anos, como pode ser em sociologia ou antropologia. Logo, estabelecer a duração como um critério de denominação da pesquisa não é uma boa escolha. Assim, interpretações literais podem ser equivodas.

Outro aspecto delicado se refere à hipótese. Em linguística aplicada, muitos pesquisadores não adotam hipóteses para as suas investigações de natureza interpretativista. Logo, não devemos dizer que toda pesquisa depende de hipóteses.

Metodologia é caminho, não alvo ou ponto de partida. A leitura de dissertações e teses é um bom caminho para compreender as formas metodológicas de diferentes áreas.  Determinar “fórmulas” para metodologias pode fazer com que a mesma vire um obstáculo, já que os objetos e os objetovos de pesquisa podem ser variáveis, e seguirem tradições ou abordagens variadas dependendo da área do estudo (linguística aplicada, linguística textual, educação, sociologia, história, literatura…).

 

 

Introdução à Linguística Textual: sugestões bibliográficas

A linguística textual é uma área de estudos linguísticos que encontra-se em grande destaque, sendo possível encontrar uma grande diversidade de publicações na área.

Algumas sugestões:

ADAM, J. M. A linguística textual: introdução à análise textual dos discursos. São Paulo: Editora Cortez, 2011.

FÁVERO, L. L. & KOCH, I. G. V. Linguística textual: introdução. 9 ed. São Paulo: Cortez, 2008.

KOCH, I. G. V. A inter-ação pela linguagem. 10 ed. São Paulo: Contexto, 2007.

KOCH, I. G. V. O texto e a construção dos sentidos. 9 ed. São Paulo: Contexto, 2008

KOCH, I. G. V. Introdução à linguística textual: trajetoria e grandes temas. 2 ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

SIGNORINI, I. (org). [re]discutir texto, gênero e discurso. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

Linguística e estudos da linguagem: dicionários

Podemos encontrar no mercado brasileiro algumas boas opções de dicionários de linguística e estudos da linguagem, que podem ser úteis para linguístas, pedagogos, fonoaudiólogos, entre outros profissionais:

Três classicos:

CAMARA JUNIOR, J. M. Dicionário de Lingüística e Gramática. Petrópolis, Vozes, 2001.

DUBOIS, J et alii. Dicionário de Lingüística. São Paulo: Cultrix, 2001.

DUCROT, O e  TODOROV, T. Dicionário Enciclopédico das Ciências da Linguagem. 3ª Ed. Editora Perspectiva, 2001.

 

Outras sugestões:

TRASK, R. L. Dicionário de Linguagem e Linguística. São Paulo: Contexto, 2004.

CHARAUDEAU, P. e MAINGUENEAU, D. Dicionário de Análise do Discurso. 2 Ed. 3ª Impressão. São Paulo: Contexto, 2008.

AQUINO, R. Dicionário de Gramática. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2008.

VII Semana de Letras da UNIGRANRIO

VII Semana de Letras de UNIGRANRIO

A Semana de Letras é parte do evento Memória, Linguagens e Ensino, da Escola de Educação, Ciências, Letras, Artes e Humanidades.

7 – 11 de novembro de 2011.

Local : Duque de Caxias – CAMPUS 1

A Semana contará com minicursos, oficinas, palestra e comunicações sobre literaturas, lingua portuguesa, linguística aplicada, lingua inglesa e mais.

A programação estará disponível em breve.  Informações: www.unigranrio.br (No link Eventos)

Linguística Aplicada no YouTube – Canal da ALAB

A Associação de Linguística Aplicada do Brasil tem agora um canal no YouTube (http://www.youtube.com/alabbrasil. Nele, o visitante poderá encontrar vídeos do Congresso Brasileiro de Linguística Aplicada, realizado no mês de julho na UFRJ. Provavelmente novos vídeos serão continuamente disponibilizados.

Os interessados em Linguística Aplicada devem visitar o canal.

Linguística Aplicada ao ensino de línguas

Em post anterior, abordei a estreita relação entre linguística aplicada e ensino de línguas. Sem dúvida, as ciências linguísticas podem oferecer contribuições variadas para o ensino de línguas.

É preciso tomar cuidado com a expressão linguística aplicada ao ensino de línguas, uma vez que o significado pode não ser linguística aplicada, mas aplicação de teorias linguísticas (seja da linguística, da sociolinguística ou outra ciência da linguagem) em análises linguísticas ou ensino de línguas. Neste caso, é comum princípios e teorias linguísticas sejam usadas para análises fonéticas, fonológicas, morfológicas e sintáticas.

Esta expressão pode ser ambígua em áreas temáticas em congressos e titulos de trabalhos, especialmente livros. A qualidade dos trabalhos pode ser excelente, mas não ser o que é procurado.

Como tem sido amplamente apontado, hoje a linguística aplicada possui uma identidade mais abrangente e polissêmica, não devendo ser vista de forma restrita à aplicação de teorias linguísticas. É sempre uma questão bastante complexa tentar “separar” ou ‘diferenciar” uma linguística da outra. Esta visão certamente dependerá de qual lado parte a diferenciação.  Não é uma relação dicotômica: linguística x linguística aplicada.

Mudança linguística e variação linguística

No post anterior, comentei sobre variações linguísticas, um tema muito discutido hoje nas universidades. Um conceito que é muitas vezes confundido com as variações linguística é o de mudança linguística.

A mudança linguística está relacionada às evoluções de uma língua ao longo do tempo. Trata-se, portanto, de uma questão diacrônica. Por outro lado,  a variação linguística é de natureza sincrônica.

Sabemos que a língua é viva e que, consequentemente, ela muda através dos tempos. Em termos linguísticos, as mudanças não são consideradas aperfeiçoamentos de uma língua. As mudanças, assim como as variações linguísticas, podem ocorrer em diferentes planos (sintáticos, fonéticos, fonológicos, semânticos..).

Para a linguística, a língua de hoje não é melhor ou pior que a de ontem. A compreensão de que a língua se corrompe com o tempo é equivocada. O português só existe hoje porque o latim sofreu ua série de mudanças. Não é possível legislar sobre o uso de uma língua.

A mudança linguística ocorre de forma mais nítida e rápida na oralidade.

 

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