Posts tagged Linguística

II Congresso Nacional de Línguas para Fins Específicos – LinFE 2012

II Congresso Nacional de Línguas para Fins Específicos – LinFE 2012

26 a 28 de setembro de 2012

Local: FATEC Tatuapé

Submissão de trabalhos: até 10 de julho

Site: http://www.neple.com.br/linfe/

VII SENALE – Seminário Nacional sobre Linguagens e Ensino

VII SENALE – Seminário Nacional de Linguagens e Ensino

Período: 3 a 5 de outubro

Local: Universidade Católica de Pelotas

Site: http://www.ucpel.tche.br/senale/index.php

Prazo de submissões: 05 de agosto

Linhas temáticas apresentadas no site do evento:

  • Aquisição de linguagem, variação e ensino: um balanço
  • Dialogismo, gêneros e ensino: perspectivas
  • Discurso, enunciação e ensino: rumos
  • Ensino e novos perfis dos professores: propostas
  • Gênero social, linguagens e ensino: um panorama
  • Linguagem, cognição e ensino: novos espaços
  • Linguagens e letramentos: questões
  • Linguagem, semiótica e ensino: interfaces
  • Tecnologias e ensino: novas perspectivas
  • Variação linguística, identidades e ensino: reflexões

Pós-graduação lato sensu – estrutura, funcionamento, objetivos

É fácil verificar que muitas pessoas confundem os tipos e níveis de cursos e títulos de pós-gradução. Aqui apresento algumas considerações. Há dois tipos de pós-graduação: lato sensu e stricto sensu.

Neste post, apresento algumas questões tomando como base as áreas de Letras, Linguística, Educação e Ciências Humanas em geral. Nas áreas de saúde e ciências exatas, por exemplo, as questões são um pouco diferentes.

A pós-graduação lato sensu é, em geral, mais diretamente voltada para o exercício de atividades profissionais. Neste tipo de curso, o estudante busca aprofundar os seus conhecimentos em uma área, que pode ser um campo da sua graduação ou um outro campo. as formas de ingresso dependem do curso e da instituição. A duração mínima é de 360 horas de aula. Ao final, o aluno apresenta um trabalho final de curso que, na maioria das vezes, é uma monografia ou um artigo. Ao longo do curso que dura aproximadamente um ano (isto depende da carga horária e da estrutura do curso), o aluno cursa sequencialmente uma séria de disciplinas – também chamadas muitas vezes de módulos. A maioria dos cursos concentra-se nos sábados em horários entre 8:00 h e 17:00. No estilo mais comum, as disciplinas são de 36 ou 40 horas, muito frequentemente 4 sábados de aula.

Neste tipo de curso, a titulação dos professores é predominantemente de mestre e doutores. Isto, no entanto, pode ser um pouco diferente dependendo de diversos fatores, inclusive a área acadêmica do curso. Os docentes podem ser da própia instituição ou professores convidados.

As disciplinas são cursadas uma de cada vez na grande maioria dos casos. As universidades tem grande autonomia para a criação de cursos de pós-graduação lato senso. No entanto, em algumas áreas, os Conselhos de Classe têm influência na estrutura do curso.

Em Letras e Educação, os profissionais podem ter quantas especializações quiserem. As especialização oferece um maior aprofundamento em uma área mais delimitada. Um licenciado em Letras pode pretender se especializar em Linguística Aplicada ou Língua Portuguesa, por exemplo. Outra possibilidade é ampliar o campo buscando uma especialização em outra área não estudada na graduação. Um pedagogo pode querem fazer uma especialização em Linguística, já que o campo pode oferecer muitas contribuições para o seu exercício profissional, mas não costuma fazer parte do currículo de graduação.

É importante mencionar que a especialização amplia o campo de trabalho do profissional, mas na maioria dos casos não atribui habilitação profissional. Vejamos um exemplo: se licenciado em Letras cursa uma pós-graduação lato sensu em Pedagogia, ele não vira um pedagogo. Ele é um professor de línguas, com especialização em Pedagogia. Em outras palavras, a habilitação legal é, na maioria dos casos, conferida pelo curso de graduação. Isto depende entre outras coisas da regulamentação da profissão e das exigências legais.

Nas áreas das Ciências Humanas, é comum que os públicos dos cursos sejam bem amplos e interdisciplinares, principalmente das áreas chamadas de áreas próximas. Isto é normalmente apontado pelas instituições que ofecerem os cursos de pós-graduação.

A grade curricular pode variar muito. Assim, não observe apenas o título do curso de especialização, mas verifique os objetivos e as disciplinas. Dois cursos de especialização em Linguística ou Linguística Aplicada  podem ter estruturas e objetivos muito diferentes, que podem ser refletidas na grade curricular e nas formações e áreas de atuação dos docentes.

Caso deseje fazer uma especialização e tenha dúvidas, informe-se com a universidade, com o coordenador do curso e, em alguns casos, com o Conselho de Classe.

Em outro post, traterei da especialização stricto senso.

IV Simpósio Nacional de Estudos Filológicos e Linguísticos – IV SINEFIL

IV Simpósio Nacional de Estudos Filológicos e Linguísticos

2, 3 e 4 de abril

Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense

Informações: http://www.filologia.org.br/iv_sinefil/

Introdução aos Estudos Linguísticos – dica de livro

Uma sugestão bibliográfica para estudantes de Letras e Pedagogia, professores de línguas e interessados em questões de linguagem:

The Cambridge Encyclopedia of Language de David Crystal, publicado pela Cambridge.

 

Abrangente e ricamente ilustrado, a enciclopédia escrita pelo famoso linguista  David Crystal apresenta de forma clara diferentes questões relativas ao estudo da linguagem. Sem dúvidas, uma excelente aquisição de obra de referência sobre linguas, linguagem e linguistica.

O livro é realmente uma excelente obra que deve fazer parte da biblioteca de estudiosos da linguagem. Pela abrangência, o livro aborda questões de linguística, sociolinguística, linguística aplicada, aquisição da linguagem, entre outras áreas. Uma obra de importância interdisciplinar.

Em breve, sugiro novos livros para quem tem interesse na introdução aos estudos linguísticos.

 

XVI Congresso Nacional de Linguística e Filologia

XVI Congresso Nacional de Linguística e Filologia

27 e 31 de agosto

Local: UERJ Maracanã

Temas:

  • Análise do discurso, linguística textual e pragmática
  • Diacronia e história linguística e filológica
  • Ecdótica, crítica textual e crítica genética
  • Ensino de língua e literatura
  • Estilística e língua literária
  • Fonética, fonologia e ortografia
  • História da literatura e crítica literária
  • Leitura e interpretação de textos antigos e modernos
  • Lexicografia, lexicologia, semântica e terminologia
  • Línguas clássicas e textos clássicos
  • Línguas estrangeiras e tradução
  • Política linguística e ensino
  • Qualquer tema relacionado a Leodegário A. de Azevedo Filho ou sua obra.
  • Redação ou produção textual
  • Sociolinguística, dialetologia e geografia linguística

 

Informações Detalhadas: www.filologia.org.br

 

 

Motivação e aprendizagem de lingua estrangeira

Sem dúvidas, um fator que tem influência direta na aprendizagem de uma língua estrangeira é a motivação. Por vezes, ela vira a desculpa para dificuldades, abandono de curso, desempenho irregular…

A literatura em linguística aplicada, no campo de ensino de línguas estrangeiras, costuma discutir alguns tipos de motivação.

a) Motivação intrínseca – motivação interna, pessoal de um estudante para querer aprender a língua.

b) Motivação extrínseca – motivação externa, contextual, gerada por elemento contextual

c) motivação integrativa(ou integradora) – ocasionada pelo desejo ou necessidade do estudante de interagir ou conviver com falantes da língua – muitas vezes ela acompanha uma atitude positiva em relação ao povo e à cultura daquela língua

d) motivação instrumental – relacionada à necessidade da língua-alvo como instrumento para  a obtenção de um fim comunicativo ou para a realização de tarefas. Compreende-se que a língua é uma ferramenta necessária.

e) motivação resultante (resultative motivation) – decorrente do sucesso na aprendizagem. Um resultado positivo em termos comunicativos ou de avaliação formal (uma nota boa) pode ampliar a motivação do aluno para a aprendizagem daquela língua.

 

O que é aquisição de segunda língua? What is second language acquisition (SLA)?

O termo aquisição de segunda língua ( second language acquisition, em inglês) é um dos principais campos da linguística aplicada. Na verdade, é possível dizer que a linguística aplicada nasceu e ganhou projeção nos estudos de aquisição de segunda língua. O termo muitas vezes não diferencia aquisição de aprendizagem e segunda língua de lingua estrangeira. Isto é bastante visível em livros de Rod Ellis.

Além de métodos de ensino de línguas estrangeiras, a área estuda aspectos que afetam a aprendizagem de línguas estrangeiras/segundas línguas (aptidão, motivação, atitude, crenças, estilos, estratégias de aprendizagem, inteligência…), interlíngua, aquisição de linguagem, ordem de aprendizagem, formação de professores, materiais didáticos…

É comum o emprego da sigla SLA ( second language acquisition) mesmo em publicações em outras línguas.

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