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VII SENALE – Seminário Nacional sobre Linguagens e Ensino

VII SENALE – Seminário Nacional de Linguagens e Ensino

Período: 3 a 5 de outubro

Local: Universidade Católica de Pelotas

Site: http://www.ucpel.tche.br/senale/index.php

Prazo de submissões: 05 de agosto

Linhas temáticas apresentadas no site do evento:

  • Aquisição de linguagem, variação e ensino: um balanço
  • Dialogismo, gêneros e ensino: perspectivas
  • Discurso, enunciação e ensino: rumos
  • Ensino e novos perfis dos professores: propostas
  • Gênero social, linguagens e ensino: um panorama
  • Linguagem, cognição e ensino: novos espaços
  • Linguagens e letramentos: questões
  • Linguagem, semiótica e ensino: interfaces
  • Tecnologias e ensino: novas perspectivas
  • Variação linguística, identidades e ensino: reflexões

Linguística Aplicada e Interdisciplinaridade

A Linguística Aplicada é uma ciência de estudos da linguagem que se caracteriza fortemente pela interdisciplinaridade. Este fato tem feito com que as áreas de atuação de linguístas aplicados seja cada vez maior, o que ficou bastante evidente no último congrasso brasileiro da área, realizado em julho.

Algumas áreas de diálogos com a linguística aplicada são: linguística, psicologia, sociologia, comunicação social, antropologia, história, pedagogia, informática.

É possível encontrar diversas referências bibliográficas que discutem a interdisciplinaridade em linguística aplicada.

ALMEIDA FILHO, J. C. P de. Maneiras de compreender a linguística aplicada.  Revista Letras – Número 2 – Julho/Dezembro de 1991.

CONSOLO, D. A; VIEIRA-ABRAHÃO, M. H. (Orgs) Pesquisa em lingüística aplicada: ensino e aprendizagem de língua estrangeira. São
Paulo: Editora UNESP, 2004.

PEREIRA, R. C.; ROCA, P. Linguística Aplicada: um caminho com diferentes acessos. São Paulo: Contexto, 2009.

MOITA LOPES, L. P. Por uma linguística aplicada indisciplinar.  São Paulo: Parábola, 2006.

MOITA LOPES, L. P. Oficina de lingüística aplicada. Campinas: Mercado das Letras, 1996.

SIGNORINI, I. & CAVALCANTI, M. C. Linguística Aplicada e transdisciplinaridade. Campinas: Mercado das Letras, 1998.

 

 

 

Pronúncia do Inglês: Transcrição fonética e pronúncia figurada

Sem dúvida um dos desafios do estudo da língua inglesa está na pronúncia. A irregularidade entre grafia e pronúncia é muito grande. Se quase não há problemas com os sons das consoantes do inglês, o mesmo não pode ser dito com as vogais, que podem ser pronunciadas de formas diferentes dependendo da palavra.

Este fato amplia a importância das trancrições fonéticas nos dicionários e nos materiais didáticos. Em geral, a compreensão dos símbolos fonéticos requer algum tempo de estudo e familiarização, principalmente aqueles que representam sons vocálicos. É preciso que o estudante compreenda a articulação do som, para que seja capaz de reproduzí-lo bem, semelhante a um falante nativo.

Alguns símbolos fonéticos são caracteres especiais que não são encontrados em maquinas de escrever e computadores, entre outros dispositivos.

De forma a tentar “simplificar” a tarefa de “representar” a pronúncia de uma língua, algumas publicações usam um recurso muitas vezes chamado de “pronúncia figurada”. A pronúncia figurada é a “representação” da pronúncia como ela seria “escrita em língua portuguesa”.

Vejamos algumas palavras em inglês e o que seria uma possibilidade de pronúncia figurada/aproximada:

black (blék) – city (siti) – site (sait) – car (karr) – brother (bróder)

Se a pronúncia figurada pode ser simples até para leigos, ela não representa exatamente a pronúncia de uma palavra, já que, entre outros motivos, o inglês tem sons que não existem em português.  O th de brother em inglês não é o som do d em português.

Em síntese, a apronúncia figurada não deve ser confundida com a transcrição fonética, sendo a última científica e precisa.

 

Linguística Aplicada ao ensino de línguas

Em post anterior, abordei a estreita relação entre linguística aplicada e ensino de línguas. Sem dúvida, as ciências linguísticas podem oferecer contribuições variadas para o ensino de línguas.

É preciso tomar cuidado com a expressão linguística aplicada ao ensino de línguas, uma vez que o significado pode não ser linguística aplicada, mas aplicação de teorias linguísticas (seja da linguística, da sociolinguística ou outra ciência da linguagem) em análises linguísticas ou ensino de línguas. Neste caso, é comum princípios e teorias linguísticas sejam usadas para análises fonéticas, fonológicas, morfológicas e sintáticas.

Esta expressão pode ser ambígua em áreas temáticas em congressos e titulos de trabalhos, especialmente livros. A qualidade dos trabalhos pode ser excelente, mas não ser o que é procurado.

Como tem sido amplamente apontado, hoje a linguística aplicada possui uma identidade mais abrangente e polissêmica, não devendo ser vista de forma restrita à aplicação de teorias linguísticas. É sempre uma questão bastante complexa tentar “separar” ou ‘diferenciar” uma linguística da outra. Esta visão certamente dependerá de qual lado parte a diferenciação.  Não é uma relação dicotômica: linguística x linguística aplicada.

Linguística aplicada e ensino de línguas

A Linguística Aplicada é bastante diversificada e rica em temas e metodologias. Sem dúvidas, um dos principais campos da linguística aplicada é o ensino de línguas. Considerando a sua história, é comum que a linguística aplicada seja visto por muitos como a área dos estudos linguísticos que aborda o ensino de línguas estrangeiras. As áreas “iniciais” da linguística aplicada foram ensino de línguas estrangeiras, principalmente da língua inglesa, ensino de língua materna e tradução. Por isto, é possível encontrar referência a mesma como uma “linguística educacional” ou “didática de ensino de línguas”.

É comum que cursos livres de idiomas busquem auxílio de linguistas aplicados para a formação e o treinamento de professores.

Algumas das áreas que cresceram na linguística aplicada nos últimos anos foram análise do discurso, pesquisas sobre identidades, estudos de gêneros, discurso e mídia, letramento… No entanto, o ensino de línguas continua representando a área de maior representação na LA.

Hoje, consequência da sua importância interdisciplinar, profissionais de diferentes áreas buscam especialização em linguística aplicada, não apenas professores de línguas e tradutores.

A linguística aplicada cresce diariamente. O último CBLA foi uma demonstração disso, com mais de 1000 participantes e aproximadamente 800 trabalhos apresentados em diferentes áreas.

Mudança linguística e variação linguística

No post anterior, comentei sobre variações linguísticas, um tema muito discutido hoje nas universidades. Um conceito que é muitas vezes confundido com as variações linguística é o de mudança linguística.

A mudança linguística está relacionada às evoluções de uma língua ao longo do tempo. Trata-se, portanto, de uma questão diacrônica. Por outro lado,  a variação linguística é de natureza sincrônica.

Sabemos que a língua é viva e que, consequentemente, ela muda através dos tempos. Em termos linguísticos, as mudanças não são consideradas aperfeiçoamentos de uma língua. As mudanças, assim como as variações linguísticas, podem ocorrer em diferentes planos (sintáticos, fonéticos, fonológicos, semânticos..).

Para a linguística, a língua de hoje não é melhor ou pior que a de ontem. A compreensão de que a língua se corrompe com o tempo é equivocada. O português só existe hoje porque o latim sofreu ua série de mudanças. Não é possível legislar sobre o uso de uma língua.

A mudança linguística ocorre de forma mais nítida e rápida na oralidade.

 

VI Edição do Saberes em Diálogo – UNIGRANRIO

O Programa de Mestrado em Letras e Ciências Humanas da UNIGRANRIO promoverá na próxima quarta-feira a sexta edição do Saberes em Diálogo, que já recebeu pesquisadores nacionais e internacionais.

Tema: História: Ensino e Pesquisa no século XXI.

Profa. Dra. Edna Maria dos Santos.

A Professora Edna é Doutora em Educação; Professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Coordenadora Adjunta do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da UERJ e Coordenadora Geral do Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino (LPPE) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma Universidade. É membro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e Consultora ad-hoc da FAPERJ e da FUNDECT-MS.

O evento acontecerá dia 31/08/2011, quarta-feira, ás 15h30.

Informações: (21) 2672-7793

O que são estilos de aprendizagem?

O conceito de estilos de aprendizagem está relacionado à forma como preferimos estudar ou aprendemos de forma mais fácil, prazerosa ou rápida. Muitas vezes o comceito é confundido com inteligências múltiplas. Embora haja certa proximidade entre eles, tratam-se de coisas diferentes. A forma mais comum de análise e descrição de estilos de aprendizagem está relacionada ao sentido mais diretamente envolvido. Alunos com estilos visuais gostam de aulas com apresentações de slides, vídeos, cores, cartazes e figuras que apresentem ou sintetizem conteúdos. Muitas vezes fazem apelo à memória visual para lembrar conteúdos em provas. Alunos auditivos preferem aulas orais, seminários, palestras. Na hora de estudar, gostam de ler a matéria em voz alta. Há diversas aboardagens de classificação de estilos.

Os estilos podem favorecer o emprego de estratégias de aprendizagem específicas. Há vários estudos que tratam da relação entre estratégias e estilos, também muitas vezes confundidos ou tomados, erroneamente, como sinônimos.

Os professores devem tentar trabalhar de forma a contemplar atividades diversificadas que não favoreçam demasiadamente um tipo de aluno e desagrade outros. O uso excessivo de apresentações de slides pode ser visto como algo cansativo ou pouco proditivo para alunos que tenham estilo auditivo predominante. Outro exemplo, são as aulas seguidas com longas exposições orais. Isto pode ser avaliado de forma negativa por alunos visuais.

Não há formula mágica. É importante diversificar as formas de atividades empregadas sempre que possíveis. É necessário, no entanto, reconhecer que algumas disciplinas ou matérias específicas podem necessitar a priorização de um tipo de recurso. Neste caso, o professor pode direta ou indiretamente conscientizar os alunos da importância daquele tipo de atividade.

Há uma grande quantidade de estudos sobre estilos de aprendizagem em linguística aplicada, mais comumente tratando da aprendizagem de línguas estrangeiras.

Sugestões bibliográficas:

COHEN, A. D. The learner´s side of ESL: Where do styles, strategies and tasks meet? Paper presented at the Southeast TESOL meeting,Miami,October 19-21, 2000.

ELLIS, R. The Study of Second language Acquisition . New York: Oxford University Press, 2001.

REID, J. M. Learning styles in the ESL/EFL classroom. Boston: Heinle & Heinle Publishers, 1995.

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