Sem dúvida um dos desafios do estudo da língua inglesa está na pronúncia. A irregularidade entre grafia e pronúncia é muito grande. Se quase não há problemas com os sons das consoantes do inglês, o mesmo não pode ser dito com as vogais, que podem ser pronunciadas de formas diferentes dependendo da palavra.

Este fato amplia a importância das trancrições fonéticas nos dicionários e nos materiais didáticos. Em geral, a compreensão dos símbolos fonéticos requer algum tempo de estudo e familiarização, principalmente aqueles que representam sons vocálicos. É preciso que o estudante compreenda a articulação do som, para que seja capaz de reproduzí-lo bem, semelhante a um falante nativo.

Alguns símbolos fonéticos são caracteres especiais que não são encontrados em maquinas de escrever e computadores, entre outros dispositivos.

De forma a tentar “simplificar” a tarefa de “representar” a pronúncia de uma língua, algumas publicações usam um recurso muitas vezes chamado de “pronúncia figurada”. A pronúncia figurada é a “representação” da pronúncia como ela seria “escrita em língua portuguesa”.

Vejamos algumas palavras em inglês e o que seria uma possibilidade de pronúncia figurada/aproximada:

black (blék) – city (siti) – site (sait) - car (karr) – brother (bróder)

Se a pronúncia figurada pode ser simples até para leigos, ela não representa exatamente a pronúncia de uma palavra, já que, entre outros motivos, o inglês tem sons que não existem em português.  O th de brother em inglês não é o som do d em português.

Em síntese, a apronúncia figurada não deve ser confundida com a transcrição fonética, sendo a última científica e precisa.