Embora as palavras variações e mudanças algumas vezes sejam usadas quase como sinônimos em alguns contextos, quando a questão é estudos linguísticos, as palavras são empregadas para conceitos diferentes. A variação linguística, muito estudada pela sociolinguística, refere-se a diferentes usos de uma língua, considerando, entre outras coisas, a idade do falante, o nível de formalidade, o grau de escolaridade, localização geográfica. Em termos gerais, o conceito concentra-se na diversidade de usos de uma língua, seja na modalidade escrita ou oral, de natureza sincrônica (em determinado momento temporal).  Reconhecemos com facilidade diferenças entre os usos entre o português falado no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas, por exemplo. É fácil também identificar diferenças em áreas profissionais ou acadêmicas específicas.

Na mídia, questões relativas à variação linguística exercem certo fascínio. Um exemplo disso foi a “polêmica” do livro didático que tratava de variações linguísticas.

Muitos linguistas estudam as variações linguistas, mas não elegem as variações como certas ou erradas. A questão central é a relação entra a linguagem, a cultura, o contexto e a situação comunicativa. A linguística não faz defesas prescritivas.

No campo da linguística aplicada, o foco muitas vezes não está na variação linguística em si, mas no uso da linguagem e na compreensão e tratamento delas em situações pedagógicas no ensino de línguas, sejam estas maternas ou estrangeiras.

Dividir o inglês em britãnico ou americano é uma simplificação feita muitas vezes para demonstrar diferenças de pronúncia. No entanto, a questão é bem mais complexa. Há outros contextos onde o inglês é lingua materna. Além disso,   a variação não está restrita a aspectos fonéticos e fonológicos. As variações podem, por exemplo, ser sintáticas, lexicais, morfológicas e semânticas…