Ensino

ESP: Inglês para Fins específicos – Artigo – fundamentos

Curioso ou interessado em ESP? ESP é a sigla para English for Specífic Purposes, uma abordagem de ensino de inglês que se baseia nas necessidades dos alunos.

Uma dica de artigo: English For Specific Purposes: Fundamentos Do Ensino de Inglês Para Fins Específicos de Márcio Luiz Corrêa Vilaça

Leia o artigo aqui.

Este artigo discute os fundamentos do ensino de inglês para fins específicos (ESP- English for Specific Purposes). O objetivo do trabalho é proporcionar ao leitor uma visão geral da área, contextualizando esta abordagem de ensino, apresentando características centrais, apontando possíveis divisões e analisando o papel da análise de necessidades no desenho de um curso de ESP.

…o ESP caracteriza-se predominantemente pelo ensino de inglês com foco nas necessidades dos alunos (DUDLEY-EVANS, 2004). A literatura especializada, por vezes, apresenta possíveis subdivisões das necessidades: necessidades (needs), carências ou fraquezas (lacks, weakness) e desejos(wishes).

VII SENALE – Seminário Nacional sobre Linguagens e Ensino

VII SENALE – Seminário Nacional de Linguagens e Ensino

Período: 3 a 5 de outubro

Local: Universidade Católica de Pelotas

Site: http://www.ucpel.tche.br/senale/index.php

Prazo de submissões: 05 de agosto

Linhas temáticas apresentadas no site do evento:

  • Aquisição de linguagem, variação e ensino: um balanço
  • Dialogismo, gêneros e ensino: perspectivas
  • Discurso, enunciação e ensino: rumos
  • Ensino e novos perfis dos professores: propostas
  • Gênero social, linguagens e ensino: um panorama
  • Linguagem, cognição e ensino: novos espaços
  • Linguagens e letramentos: questões
  • Linguagem, semiótica e ensino: interfaces
  • Tecnologias e ensino: novas perspectivas
  • Variação linguística, identidades e ensino: reflexões
Dinâmicas e jogos para aulas de idiomas

Lançamento: Dinâmicas e jogos para aulas de idiomas

Lançamento do livro da professora Solimar Silva

Dinâmicas e Jogos para aulas de idiomas

Editora Vozes

Dinâmicas e jogos para aulas de idiomas

Livro da Professora Solimar Silva

O Lançamento do livro acontecerá na UNIGRANRIO, no I Seminário  Vozes da Linguística Aplicada, no dia 29 de março.

Para detalhes do lançamento, clique na capa do livro acima.

Para maiores informações sobre o livro e para compra, visite o site da Editora Vozes – Clique Aqui.

 

Pronúncia do Inglês: Transcrição fonética e pronúncia figurada

Sem dúvida um dos desafios do estudo da língua inglesa está na pronúncia. A irregularidade entre grafia e pronúncia é muito grande. Se quase não há problemas com os sons das consoantes do inglês, o mesmo não pode ser dito com as vogais, que podem ser pronunciadas de formas diferentes dependendo da palavra.

Este fato amplia a importância das trancrições fonéticas nos dicionários e nos materiais didáticos. Em geral, a compreensão dos símbolos fonéticos requer algum tempo de estudo e familiarização, principalmente aqueles que representam sons vocálicos. É preciso que o estudante compreenda a articulação do som, para que seja capaz de reproduzí-lo bem, semelhante a um falante nativo.

Alguns símbolos fonéticos são caracteres especiais que não são encontrados em maquinas de escrever e computadores, entre outros dispositivos.

De forma a tentar “simplificar” a tarefa de “representar” a pronúncia de uma língua, algumas publicações usam um recurso muitas vezes chamado de “pronúncia figurada”. A pronúncia figurada é a “representação” da pronúncia como ela seria “escrita em língua portuguesa”.

Vejamos algumas palavras em inglês e o que seria uma possibilidade de pronúncia figurada/aproximada:

black (blék) – city (siti) – site (sait) – car (karr) – brother (bróder)

Se a pronúncia figurada pode ser simples até para leigos, ela não representa exatamente a pronúncia de uma palavra, já que, entre outros motivos, o inglês tem sons que não existem em português.  O th de brother em inglês não é o som do d em português.

Em síntese, a apronúncia figurada não deve ser confundida com a transcrição fonética, sendo a última científica e precisa.

 

Linguística Aplicada ao ensino de línguas

Em post anterior, abordei a estreita relação entre linguística aplicada e ensino de línguas. Sem dúvida, as ciências linguísticas podem oferecer contribuições variadas para o ensino de línguas.

É preciso tomar cuidado com a expressão linguística aplicada ao ensino de línguas, uma vez que o significado pode não ser linguística aplicada, mas aplicação de teorias linguísticas (seja da linguística, da sociolinguística ou outra ciência da linguagem) em análises linguísticas ou ensino de línguas. Neste caso, é comum princípios e teorias linguísticas sejam usadas para análises fonéticas, fonológicas, morfológicas e sintáticas.

Esta expressão pode ser ambígua em áreas temáticas em congressos e titulos de trabalhos, especialmente livros. A qualidade dos trabalhos pode ser excelente, mas não ser o que é procurado.

Como tem sido amplamente apontado, hoje a linguística aplicada possui uma identidade mais abrangente e polissêmica, não devendo ser vista de forma restrita à aplicação de teorias linguísticas. É sempre uma questão bastante complexa tentar “separar” ou ‘diferenciar” uma linguística da outra. Esta visão certamente dependerá de qual lado parte a diferenciação.  Não é uma relação dicotômica: linguística x linguística aplicada.

Linguística aplicada e ensino de línguas

A Linguística Aplicada é bastante diversificada e rica em temas e metodologias. Sem dúvidas, um dos principais campos da linguística aplicada é o ensino de línguas. Considerando a sua história, é comum que a linguística aplicada seja visto por muitos como a área dos estudos linguísticos que aborda o ensino de línguas estrangeiras. As áreas “iniciais” da linguística aplicada foram ensino de línguas estrangeiras, principalmente da língua inglesa, ensino de língua materna e tradução. Por isto, é possível encontrar referência a mesma como uma “linguística educacional” ou “didática de ensino de línguas”.

É comum que cursos livres de idiomas busquem auxílio de linguistas aplicados para a formação e o treinamento de professores.

Algumas das áreas que cresceram na linguística aplicada nos últimos anos foram análise do discurso, pesquisas sobre identidades, estudos de gêneros, discurso e mídia, letramento… No entanto, o ensino de línguas continua representando a área de maior representação na LA.

Hoje, consequência da sua importância interdisciplinar, profissionais de diferentes áreas buscam especialização em linguística aplicada, não apenas professores de línguas e tradutores.

A linguística aplicada cresce diariamente. O último CBLA foi uma demonstração disso, com mais de 1000 participantes e aproximadamente 800 trabalhos apresentados em diferentes áreas.

Mudança linguística e variação linguística

No post anterior, comentei sobre variações linguísticas, um tema muito discutido hoje nas universidades. Um conceito que é muitas vezes confundido com as variações linguística é o de mudança linguística.

A mudança linguística está relacionada às evoluções de uma língua ao longo do tempo. Trata-se, portanto, de uma questão diacrônica. Por outro lado,  a variação linguística é de natureza sincrônica.

Sabemos que a língua é viva e que, consequentemente, ela muda através dos tempos. Em termos linguísticos, as mudanças não são consideradas aperfeiçoamentos de uma língua. As mudanças, assim como as variações linguísticas, podem ocorrer em diferentes planos (sintáticos, fonéticos, fonológicos, semânticos..).

Para a linguística, a língua de hoje não é melhor ou pior que a de ontem. A compreensão de que a língua se corrompe com o tempo é equivocada. O português só existe hoje porque o latim sofreu ua série de mudanças. Não é possível legislar sobre o uso de uma língua.

A mudança linguística ocorre de forma mais nítida e rápida na oralidade.

 

O que é variação linguística?

Embora as palavras variações e mudanças algumas vezes sejam usadas quase como sinônimos em alguns contextos, quando a questão é estudos linguísticos, as palavras são empregadas para conceitos diferentes. A variação linguística, muito estudada pela sociolinguística, refere-se a diferentes usos de uma língua, considerando, entre outras coisas, a idade do falante, o nível de formalidade, o grau de escolaridade, localização geográfica. Em termos gerais, o conceito concentra-se na diversidade de usos de uma língua, seja na modalidade escrita ou oral, de natureza sincrônica (em determinado momento temporal).  Reconhecemos com facilidade diferenças entre os usos entre o português falado no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas, por exemplo. É fácil também identificar diferenças em áreas profissionais ou acadêmicas específicas.

Na mídia, questões relativas à variação linguística exercem certo fascínio. Um exemplo disso foi a “polêmica” do livro didático que tratava de variações linguísticas.

Muitos linguistas estudam as variações linguistas, mas não elegem as variações como certas ou erradas. A questão central é a relação entra a linguagem, a cultura, o contexto e a situação comunicativa. A linguística não faz defesas prescritivas.

No campo da linguística aplicada, o foco muitas vezes não está na variação linguística em si, mas no uso da linguagem e na compreensão e tratamento delas em situações pedagógicas no ensino de línguas, sejam estas maternas ou estrangeiras.

Dividir o inglês em britãnico ou americano é uma simplificação feita muitas vezes para demonstrar diferenças de pronúncia. No entanto, a questão é bem mais complexa. Há outros contextos onde o inglês é lingua materna. Além disso,   a variação não está restrita a aspectos fonéticos e fonológicos. As variações podem, por exemplo, ser sintáticas, lexicais, morfológicas e semânticas…

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