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Artigo: Questões de comunicação na era digital: tecnologia, cibercultura e linguagem

Artigo: Questões de comunicação na era digital:tecnologia, cibercultura e linguagem

Márcio Luiz Corrêa Vilaça, Elaine Vasquez Ferreira de Araújo
Resumo:

Este artigo discute questões de comunicação em contextos digitais que têm estado presentes na vida social. Este trabalho enfoca considerações a respeito da complexa relação entre tecnologia, cibercultura e linguagem. Inclui discussões sobre webwriting, do internetês, gêneros digitais e da prática de letramento digital. Defendemos a importância e a necessidade destas questões para a formação de professores, em especial de professores de língua e de educação a distância.

 

Palavras chave:tecnologia, cibercultura, linguagem, gêneros digitais, letramento
Issues in communication in the digital age: technology, cyberculture and language
ABSTRACT: This article discusses issues in communication in digital contexts which have been present in social life. This work focuses on considerations concerning the complex relationship among technology, cyberculture and language. It includes discussion on webwriting, the “internetês”, digital genres and digital literacy practices. We claim the importance and the need of such topics in teacher education, mainly for language teachers and distance learning teachers.
Keywords: technology,cyberculture, language, digital genres, literacy
Revista e-scrita: Revista do Curso de Letras da UNIABEU, Vol. 3, No 2A (2012)

Tecnologias: entre tendências, marketing e imposições

A área de tecnologia é muito conhecida por apontar e discutir tendências. No entanto, fica o questionamento: até que ponto algumas tendências são mesmo tendência ou disfarçam imposições. Vejamos alguns pontos questionáveis:

1) A morte do Flash – O fato do IPhone e do iPad não aceitarem Flash e o desenvolvimento do HTML 5 tem levado publicações e sites discutirem a possível morte do Flash nos próximos anos. Para quem não liga o nome à tercnologia, o Flash é a tecnologia mais empregada em animações, banners, em materiais didáticos de e-learning, tutoriais, vídeos …  Ela está presente em mais de 98% dos computadores, em smartphones Android, tablets Android, Mac OS…

2) A morte dos drives de DVD em notebooks. Hoje, com o nome de ultrabooks, muitos computadores portáteis não apresenta mais drives de CD e DVD, assim como os netbooks. Estima-se que a próxima versão do Mac Book não terão drives. Isto significa que não devemos mais escutar CD ou assistir a filmes no DVD? Tudo precisaria da internet ou de pen drives?  Muitos usuários ainda usam Cds e DVDs no computador com razoável frequência.

3) Tudo nas nuvens – a internet ainda não é tão estável, rápida e segura a ponto da “total” dependência das nuvens. Imagine precisar de arquivo e não conseguir acessá-los por causa de falta de conexão ou conexão muito lenta. Sem contar, que muitos serviços não garantem a “segurança” ou a manutenção do serviço. Semana passada, foi assunto em sites especializados que a qualidade da internet no Brasil ainda está longe de ser um produto universalizado e de grande qualidade.

Em casos como estes e outros, fica a dúvida: são tendências, marketing de marcas ou  imposições. No caso de marketing, a necessidade é criada e divulgada por empresas e publicações. Logo, não se trataria de um movimento natural, mas a propagação de idéias que tendem a refletir interesses, filosofia e ideais de um grupo.

Há outras tendências ou imposições que discutirei em outros posts.

Use seu notebook para compartilhar internet para outros computadores e dispositivos wi-fi

Notebook podem ser usados como roteadores, permitindo compartilhar internet sem fio para outros dispositivos wi-fi, tais como tablets, smarphones, celulares e outros notebooks. Isto pode ser especialmente útil em viagens, possibilitando que uma fonte de internet possa ser multiplicada.

Uma forma simples de transformar o seu notebook em roteador wi-fi é o uso do programa Connectify – http://www.connectify.me/ – que tem uma versão gratuita. A instalação do software é simples e permite que você “jogue” internet de um notebook para outros e para tablets e smartphones.

Pessoalmente já usei a versão gratuita em viagem e foi muito útil. Consegui compartilhar uma conexão 3G com outro notebook e com o meu smartphone. Há limitação na quantidade de dispositivos (5 se não mudou). Esta limitação no entanto, excede qualquer necessidade básica. Você pode ter internet no notebook e compartilhá-la com tablets e smartphones. No notebook você vê quem está usando a sua conexão (dispositivos conectados).

É importante que seja estabelecida uma senha seguraa, já que dispositivos próximos conseguirão ver a sua rede. Se a senha for previsível (como 123456 ou senha, por exemplo), outras pessoas poderão tentar usar a sua conexão.

O programa pode ajudar a economizar o uso de sua franquia 3G em tablets e smartphones.

Fica aí a dica !

Web 2.0 e materiais didáticos de línguas : Artigo Disponível

Artigo que apresenta reflexões sobre a elaboração de materiais didáticos e serviços e ferramentas da Web 2.0. Afinal, o que é web 2.0? Como ela está relacionada com os materiais didáticos de línguas?

VILAÇA, Márcio Luiz C. Web 2.0 e materiais didáticos de línguas: reflexões necessárias. Cadernos do CNLF, Vol. XV, Nº 5, t. 1. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2011

Disponível em: http://www.filologia.org.br/xv_cnlf/tomo_1/90.pdf

novas tecnologias ampliam a necessidade de pesquisas sobre o
desenvolvimento de materiais didáticos, já que, além de questões pedagógicas,
é preciso considerar também diferentes aspectos tecnológicos
(tecnologias de produção, as formas de distribuição/disponibilização, aspectos
interativos, questões de multimídia, entre outros).
As tecnologias digitais, inclusive a Web 2.0, oferecem novas possibilidades
para que professores possam produzir e publicar seus próprios
materiais didáticos digitais…

A numeração 2.0 sugere uma atualização de versão, assim como
acontece comumente com softwares. No entanto, conforme discutiremos,
a passagem do que consideramos Web 1.0 para a 2.0 está relacionada à
compreensão de mudança de paradigmas de formas de acesso, uso, participação
e interação na internet (ERCÍLIA & GRAEFF, 2008; GABRIEL,
2010; TORI, 2010).
A web 2.0 não deve ser confundida com as tecnologias e velocidades
de conexão a internet (ADSL, cabo, 3G, por exemplo). Em outras
palavras, a compreensão de web 2.0 não está relacionada ao acesso à internet
na chamada banda larga, com conexões mais rápidas e contínuas.
Esta é uma confusão comum, já que esta denominação começou a se popularizar
de forma um tanto quanto paralela à expansão da internet em alta
velocidade nas residências.
Embora a web 2.0 não se trate de hardware ou tecnologia de acesso
à internet, o desenvolvimento destes auxiliaram a criar condições favoráveis
para a Web 2.0. Valente e Mattar (2007) reconhecem que a banda
larga foi um dos fatores que possibilitaram a viabilização da Web 2.0.

Backup e atualizações de sites: escolhendo horários e rotinas

Já abordei aqui a importância e a necessidade de realizar backups e atualizações de sites. Isto, no entanto, deve ser planejado e feito com certo cuidado. As rotinas de backup e atualizações de sistemas de sites podem deixar o site em “manutenção” ou mais lento, dependendo logicamente do sistema e do tipo de procedimento.

Em geral, convém que atualizações e backups sejam realizados em momentos de pouca visitação. Assim, se seu site ficar offline ou lento, poucos visitantes serão afetados. Isto deve ser observado em manutenções em geral, inclusive na troca de templates ou testes de novas funcionalidades e ferramentas.

Como identificar os melhores horários? Isto é mais simples do que parece. Há sistemas de estatísticas que indicam os horários de maior visitação. Além disso, dependendo do tipo de conteúdo e do perfil do site, é fácil prever horários menos populares. Em geral, o horário da madrugada e o início da manhã são os de menor visitação.

Particularmente costumo trabalhar em atualizações e manutenções depois das 23 hs.

Sites com visitação significativa de usuários de países diferentes tem horários mais complicados. Neste caso, as estatísticas de acesso são bastante importantes.

O visitante na maioria das vezes não sabe que o site encontra-se em manutenção ou atualização. Logo, problemas de lentidão ou negação de serviços podem ser considerados como características ou defeitos. Alguns sistemas apresentam opções de deixar o site em estado de manutenção, apresentando mensagem aos visitantes.

No caso de um ambiente virtual de aprendizagem, como o Moodle, manutenção em momentos impróprios podem encerrar sessões dos usuários e fazer com que trabalhos sejam perdidos ou bloqueados indevidamente.

Joomla: atualização do sistema para o Joomla 2.5

O Joomla encontra-se na versão 2.5.1. Usuários de versões anteriores 1.6 e 1.7 devem ficar atento à necessidade de atualização, já que o suporte a estas versões já expirou. Como já foi tratado em outros posts, a atualização do sistema, além de trazer características novas, ajuda em questões de segurança.

Se você usa adminstra sites com Joomla, acompanhe os períodos de suporte e orientações para atualizações. Lembro que segundo as estratégias do Joomla, as versões 1.6 e 1.7 não tem mais suporte para atualizações. Em abril, atualizações para o Joomla 1.5 também não estarão mais disponíveis.

A atualização do 1.6 para o Joomla 1.7 é bastante simples, realizada pela área administrativa. O mesmo acontece da versão 1.7 para a 2.5.

A passagem da versão 1.5 para a 2.5, o procedimento é bem mais complexo, fato com que faz com que seja considerada uma migração.  Tutoriais e dicas podem ser encontrados no site do Joomla – www.joomla.org. Lembre-se de fazer backups antes de iniciar a migração.

Se empregar um provedor comercial, recomendo 4 procedimentos de backup antes da atualização e da migração:

a) backup do banco de dados

b) backup dos arquivos do site – por FTP – todos os arquivos inclusive templates, arquivos do sistema, imagens…

c) backup do Joomla pelo sistema por meio da extensão Akeeba Backup

d) backup geral da sua conta de hospedagem

Todos estes backups poderão ser úteis para restaurar o site caso aconteça algum problema durante a atualização ou migração.

Não deixe de verificar se as exigências do sistema são compatíveis com o seu servidor.

Lançamento do Joomla 2.5

Esta semana uma nova versão do poderoso CMS Joomla foi lançada. O Joomla 2.5 é uma atualização que oferece novas características. O Joomla – www.joomla.org – adotou uma nova estratégia de lançamentos.  A última versão estável é era o Joomla 1.7, que deixará de ter suporte no próximo mês. A versão 1.5 também deixará de ter suporte para atualizações em breve. Assim, atualizar o sistema para a versão 2.5 deverá ser o movimento natural para a maioria dos sites, até mesmo por questões de segurança.

A nova estratégia pode fazer com que novidades sejam incorporadas ao Joomla mais rapidamente, o que pode ampliar as potencialidades do popular CMS.

Entretanto, o sucesso desta estratégia pode ser afetado caso existam dificuldades de atualização ou incompatibilidade de extensões e templates.  Este é o ponto que merece atenção.  Afinal, não é interessante precisar trocar extensões e temas em curtos intervalos de tempo.

O lançamento da tão aguardada versão 1.6 no ano passado gerou certa insatisfação por não ser tão simples a atualização a partir da versão 1.5. Como consequência, muitos sites permaneceram na versão 1.5 do Joomla (que ainda tem suporte de atualizações) por causa da grande quantidade de extensões e temas compatíveis.

Particularmente aguardarei mais alguns dias antes de atualizar meus sites para o Joomla 2.5 para ter mais segurança de que os templates e extensões funcionem bem.

Muitos sites de congressos, de departamentos de universidades, de grupos de pesquisa e de programas de pós-graduação são feitos em Joomla.

Rankings de Hospedagem de sites – análise e critérios

É possível encontrar diversos sites com rankings de hospedagem, de provedores nacionais e internacionais. Muitas vezes os critérios que conduziram à elaboração dos rankings não são claros. Convênios e propagandas podem direcionar alguns rankings, já que muitos deles não se baseiam em métodos rígidos ou “científicos” de análise ou avaliação.

Um bom fator para ajudar a selecionar um provedor é buscar análises e comentários de usuários destes serviços. Logicamente será difícil encontrar qualquer empresa de hospedagem que só tenha clientes satisfeitos. Elogios podem até mesmo ser publicados pelas próprias empresa, assim como reclamações podem ser por concorrentes.

Propagandas podem ser encontradas em alguns fóruns. Verificar os possíveis criterios é muito importante antes de tomar um ranking como algo definitivo. Ler resenhas de usuários pode ser bastante importante, assim como pesquisar comentários em fóruns, comunidades do Orkut, comentários em redes sociais…

É fundamental ter em mente que a escolha da hospedagem deve ser guiada pelas necessidades do usuário. Vejamos um exemplo: um serviço excelente oferece um preço baixo, porém o plano de hospedagem limita a quantidade ou o tamanho de bancos de dados, o que pode inviabilizar a sua escolha. Outro exemplo: a versão do PHP não é recomendada para o seu sistema.

Enfim, critérios são necessários.

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