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Ensino Digital: netbooks e tablets

O uso da tecnologia na Educação oferece muitas possibilidades, mas também requer análise e planejamento. Nos últimos anos, diferentes dispositivos eletrônicos foram gradualmente inseridos em diferentes contextos e “popularizados” de forma, em parte, até surpreendente. A convergência digital promove a integração de funções e usos de diversos dispositivos em um só. Vejamos o exemplo do GPS. 

Em dois ou três anos, aproximadamente, o GPS virou artigo que pode ser encontrado facilmente em lojas diversas e mercados. Hoje já é possível encontrar modelos por menos de R$300,00. Com um pouco mais, é possível encontrar modelos de 4,3 ou 5 polegadas com TV digital e maior memória, o que possibilita levar arquivos, ouvir, ver ou ler artigos no mesmo (lógico que isto depende do modelo), entre outros usos.

Os netbooks, com poucos anos de existência, geraram o interesse em mininotes (mini + notebooks), que combinam o tamanho menor dos netbooks com a capacidade de processamento, memória e vídeo dos notebooks.  Em outras palavras, os netbooks podem ter as possibilidades de usos educacionais dos notebooks, com a vantagem de preços mais acessíveis, menor tamanho, o que beneficia a portabilidade e a mobilidade, e, menor consumo de bateria, o que pode representar ganho de autonomia (mais tempo longe da tomada, menos coisas para carregar de um lado para o outro). Acesso a internet por lan, wi-fi ou 3G ampliam as possibilidades.

Os notebooks e netbooks podem aceitar uma gama ampla de programas, incluindo diferentes browsers de internet, plugins, aplicativos diversos e muito mais. As possibilidades de áudio, webcam, entrada para microfones e fones de ouvido não devem ser ignoradas. Além disso, é possível expandir a memória RAM e adicionar acessórios diversos pelas portas USB, inclusive HD externo.

Um tablet pode ser transportado com mais facilidade que notebooks e netbooks, mas requer cuidados por ser mais frágil. Pode ser ótimo para ler documentos e livros, ver vídeos, navegar na internet…. A capacidade de expansão, no entanto, tende a ser reduzida e mais complicada. Claro que novos modelos e dispositivos podem mudar um pouco estas questões. Um fator básico é o custo.  

Em síntese, questões de software e hardware também devem ser analisadas com cuidado.  

Ensino digital: notebooks, netbooks, tablets e cia

Diversos fatores podem contribuir para o emprego de tecnologias na Educação, seja esta presencial ou online. O custo certamente é um deles. Neste caso, precisamos pensar em custo de forma mais ampla: custo do dispositivo, custo de elaboração do material, custos de manutenção, atualização e expansão, entre outros possíveis custos. Outros fatores são facilidade de uso e desenvolvimento. Ainda posso adicionar a curva de aprendizagem,  atração do material, a disponibildade do recurso. Enfim, muitos fatores.

Um notebook simples há 5 ou 6 anos custava aproximadamente R$ 4000,00. Era difícil encontrar lojas, especialmente livrarias ou mercados, para comprar o produto. No Rio de Janeiro, uma forma de pesquisar preços e lojas era o caderno de informática do Jornal Globo, que era publicado às segunda-feiras. Hoje a situação mudou. Em alguns mercados situados em shopping centers, é possível encontrar maior variedade de notebooks que de feijão. O preço também já não é tão proibitivo.

A capacidade de armazenamento, o poder de processamento e os recursos cresceram. Uma nova categoria surgiu: os  netbooks, que ganhou espaço e atriu muitos interesses.

Exemplificando a questão da relação preço-populatização podemos citar os telefones celulares. Hoje é difícil alguém comprar um celular sem câmera, já que a diferença de preço é muito pequena. A queda no preço dos celulares fez com que hoje o Brasil tenha mais celulares em uso que habitantes. O interesse aqui não é discutir finanças, mas importante lembrar estes aspectos. Assim caminha a tecnologia.

O celulares cresceram, amadureceram, receberam novas finalidades. Surge então o smartphone.  Classes novas de dispositivos nascem, renascem, crescem e desaparecem, seguindo um ciclo de vida, não tão claro, lógico ou previsível. No entanto, é fácil imaginar que os celulares possam estar com os dias contados para a substituição gradual por smartphones. Se o preço não for o grande inimigo, a evolução parece ser um caminho lógico. Assim, como os antigos pagers fazem pouco sentido hoje, perante as possibilidades dos celulares.

O ano passado assistiu ao “fenômeno” dos tablets. Embora a categoria não seja nova, os aparelhos atuais, impulsionados pelo sucesso do iPad, parecem encontrar um lugar ao sol. Há previsões de modelos variados com lançamento previsto para este ano. Revistas e sites que cobriram a feira de tecnologia CES 2011 relataram isto. Com ele, o usuário pode se divertir, ler, jogar, assistir vídeos, navegar e muito mais com toques numa tela que varia, em geral, entre 7 e 9 polegadas aproximadamente. Seria um computador sem teclado e mouse? Não. Trata-se de um produto específico. que, entre outras coisas, possibilita o consumo de mídia. Difícil pensar alguém digitando longos textos num tablet, trabalhando com planilhas, editando imagens, preparando apresentações. Ele pode até conseguir fazer isto, mas não é o ideal. Logicamente que dispositivos “complementares”, como suporte, teclado e cia, podem ser vendidos, mas não é o princípio básico. Assim, como o netbook seria “indigesto” para editar vídeos e tratar foto com softwares poderosos. O sistema e o hardware podem até permitir usos variados dos tablets, mas a usabilidade e a ergonomia pedem cuidados.

Estes dispositivos podem ser empregados para a Educação? Sim. Esta questão, no entanto, fica para outro texto, já que este já ficou extenso para um post de blog.

Joomla 1.6 é lançado !

A aguardada versão 1.6 do famoso e poderoso Sistema de Gerenciamento de Conteúdo (CMS – Content Management System) Joomla foi lançada nesta segunda-feira dia 10. No site do CMS – www.joomla.org –  é possível encontrar diversas informações sobre as novidades, características e exigências do novo Joomla. Há quem considere o número 1.6 inconsistente com a grande quantidade de modificações e novidades que foram adicionadas. Para alguns a versão deveria ser chamada de 2.0.

O programa passou ao longo de meses por mais de uma dezena de versões beta e por uma versão Release Candidate. A expectativa inicial da comunidade era de lançamento do Joomla 1.6 ainda no semestre passado.

No site do Joomla também é possível encontrar link para vídeos sobre a versão 1.6 no You Tube.

A versão 1.5 do Joomla será mantida por algum tempo. Assim, como no caso do Moodle 2.0, tratado no post anterior, os requisitos recomendados do Joomla requerem atenção.

Alguns fatores contribuirão para acelerar ou não a atualização para a versão joomla 1.6. Alguns dos fatores a considerar.

a) Facilidade e riscos de atualização da plataforma ou importação de conteúdos da versão 1.5

b) Compatibilidade nativa de extensões – plugins, módulos e componentes

c) Os requisitos de sistema

d) A curva de aprendizagem e adaptação para o gerenciamento do Joomla

e) Questões de design, inclusive a disponibilidade e os recursos de templates

Em breve, novas informações e comentários.

Instalação do Moodle 2.0: atenção ao PHP e ao MySQL

A instalação do Moodle 2.0 requer cuidados com as versões do PHP e do MySQL instaladas nos servidores, independente de se tratar de hospedagem compartilhada, cloud computing, servidor dedicado…

Pesquisando características e recursos de provedores, verifiquei que alguns indicam versões incompatíveis com os requisitos do Moodle 2.0. Pode ser que a informação esteja desatualizada no site. Por isso, é importante confirmar as versões em uso.

Antes de atualizar ou realizar uma nova instalação do Moodle, o administrador do Moodle deve verificar os requisitos. A não obediência aos requisitos pode inviabilizar a instalação ou contribuir para a ocorrências de erros e para problemas de desempenho e segurança.

Uma experiência demonstrou que foi possível instalar o Moodle sem obedecer a todos os requisitos. No entanto, erros eram constante no momento/tentativa de login.

Caso esteja planejando contratar um serviço de hospedagem para a instalação do Moodle, verifique antes os requisitos. Além de questões contratuais, possíveis carências, entre outros, é necessário lembrar que um domínio de internet não pode ser transferido de um provedor para o outro de formar tão prática. Pode haver período de carência, especialmente nos domínios internacionais. Enfim, o processo de troca de provedor não é algo tão prático e rápido.

Dispositivos tecnológicos em Educação

Dispositivos eletrônicos de pequeno porte, tais como MP3 players, MP4 players , iPod, iPhone, iPad, despertam muito interesse. Como consequência, a Educação não pode ignorá-los. Entretanto, diversos cuidados são necessários para evitar prejuízos de naturezas variadas.

Primeiramente, é importante atentar para as potencialidades, compreendendo como estes dispositivos podem ser empregados com fins didáticos tanto no ensino presencial quanto na educação a distância (EaD). Os tocadores e gravadores Mp3, por exemplo,  substituem, de certa forma, a fita cassete e os discos de vinil, sendo de fácil transporte e capacidade de armazenamento incomparável com as estas mídias mais antigas. Muitas horas de áudio podem ser levadas no bolso com facilidade. Ista característica é especialmente útil para ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras.

Dispositivos reprodutores de vídeo, inclusive os DVDs portáteis com tela, podem substituir o video cassete. Os netbooks e notebooks, considerando as questões da mobilidade e da portabilidade, podem substituir diversos aparelhos, tais como: televisão, vídeo casssete, CD players, DVD layers entre outros, além de carregar fotos, livros e apostilas, arquivos diversos. 

Em síntese, as possibilidades são variadas. No entanto, é preciso cuidado para evitar uma tecnologia excludente ou o uso excludente da tecnologia. O uso destes dispositivos  na Educação, inclusive a modalidade EaD, depende de análise e vialibidade de diversos fatores: potencialidades didáticas, custo dos aparelhos, tempo de adaptação, curva de aprendizagem, custos de produção dos materiais didáticos, tempo de produção, possilidade de rejeição… 

O iPad, recém lançado no Brasil, por exemplo, é muito encantador. No entanto, o custo ainda é alto. Logo, não podemos esperar que, de uma hora para a outra, um aparelho desta natureza fique mais popular, como hoje, por exemplo, é o Mp3 player. Um material didático pode ser compatível com o iPad. No entanto, este material deve ser compatível com outro dispositivo tecnológico, de forma a não excluir todo o universo de pessoas que não tem, não querem ou não podem ter o aparelho.  Um video, por exemplo, pode ser compatível com o iPad, mas deve ser compatível ou disponível para outro dispositivo mais popular.

Lembro que durante parte da década de noventa ter um telefone residencial era quase um luxo, considendo o custo e a demora até a disponibilidade. Também na década de 90, os aparelhos de telefonia celular eram bem caros. Se hoje é possível comprar um celular por menos de R$100,00, em diversas parcelas mensais, esta situação não era assim “antigamente”. Um exemplo mais atual: a queda dos preços das televisões de lcd, plasma e led. É fácil constatar que os preços ficaram menores depois da Copa do Mundo. iNo entanto, ainda está longe de ser um produto barato.

Continuarei esta discussão em novos posts…

O que é design instrucional em Educação a Distância?

O termo design instrucional tem sido amplamente empregado para se referir ao planejamento, desenvolvimento e avaliação de cursos de Educação a Distância (EaD). A palavra design se refere ao processo de planejamento, organização, formatação e desenvolvimento de metodologias de ensino, materiais didáticos e atividades pedagógicas de naturezas variadas. Em Educação e em Linguística Aplicada, o termo design é geralmente traduzido como desenho de curso.

No caso específico da modalidade EaD, o designer instrucional atua de forma semelhante a um coordenador e supervisor de projetos em EaD, contribuindo de formas diferentes para o planejamento, a elaboração e a implantação de cursos.

Em geral ele tende a servir de elo entre diferentes áreas e profissionais: os gestores (financeiros e administrativos) , os progamadores e designers gráfico e de web, o professor(também chamado de professo-tutor) e o professor-conteudista.

O conteudista muitas vezes elabora um material de acordo com orientações, princípios e abordagens estabelecidas pelo designer instrucional. As decisões do designer instrucional são tomadas com base em interações com as áreas administrativas, pedagógicas e tecnológicas.  Cabe, por exemplo, ao designer instrucional orientar os conteudistas no empregos dos recursos pedagógicos e tecnológicos disponíveis em ambiente virtuais de aprendizagem.

A atividade de design instrucional requer, portanto, domínios váriados. Ele deve ser capaz de tomar decisões pedagógicas, compreender as tecnologias a serem empregadas e dialogar com profissionais diversos. Ele deve conhecer tecnologias e softwares que podem ser usados em EaD. Muitas vezes falta ao professor e ao conteúdista o domínio adequado das tecnologias de informação e comunicação.

Em síntese, o designer instrucional trabalha de forma semelhante a um coordenador pedagógico em Educação a Distância, com bons conhecimentos de tecnologia.

Por que ele é importante? Simples. Os profissionais de tecnologia geralmente pouco ou nada sabem sobre Educação. Por outro lado, muitos educadores não dominam tecnologias que podem ser empregadas no processo de ensino-aprendizagem.  O designer instrucional tenta estabelecer diálogo e harmonia entre a área tecnológica e a área pedagógica, sem esquecer da parte gerencial.

Moodle 2.0 – Previsão de lançamento

Está previsto para o dia 20 de julho o lançamento da versão 2.0 do Moodle, um Ambiente Virtual de Aprendizagem adotado em instituições de ensino de todo o mundo.  A nova versão, que passou por um longo período de desenvolvimento, promete trazer grandes avanços e novos recursos. No momento, o sistema LMS ( Learning Management System) está em fase final de testes. O lançamento, no entanto, não deverá indicar troca da versão atual de imediato. É provável que as instituições de ensino aguardem certo tempo para a adoção do sistema em cursos de Educação a Distância. Até o lançamento da versão 2.0 estável oficial, alguns pequenos ajustes são prováveis. Professores, designers instrucionais, tutores, e outros profissionais que trabalham com EaD deverão passar por uma fase de adaptação e aprendizagem da nova versão, de forma a aproveitar melhor os avanços da nova versão. 

O ciclo da versão 1.0 foi longo com diversos aperfeiçoamentos, acréscimos e correções de segurança. Por ser um sistema gratuito de código aberto (Open-Source), em licença GPL (General Public License), o ambiente virtual tornou-se um ícone de plataformas para ensino a distância.  A comunidade que colabora para o progresso e crescimento do programa é grande, fato comum em sotwares open-source.  A popularidade de plataforma virtual atriu muitos desenvolvedores, pessoais e empresas, para a criação de módulos e extensões, inclusive da Microsoft ( Confira no MIcrosoft Education Lab – http://www.educationlabs.com ).

Para saber mais, sugiro uma visita ao site do Moodle – www.moodle.org .

Futuramente postarei aqui novos textos sobre a nova versão do Moodle.

Wikipedia – Criação de Livros – Opinião

O recurso de criação de livros em PDF- comentado nas postagens anteriores – é bastante interessante e útil.

Os “livros” criados com o recurso poderão colaborar com a Educação Presencial e com a Educação a Distância (EaD). É sempre bom apontar que a qualidade dos artigos representa um aspecto delicado, uma vez que podem ser escritos e editados por qualquer pessoa.

Legibilidade: O arquivo é de boa legibilidade, com espaçamento de 1.5. A fonte usada é Times.

Imagens: as imagens permaneceram com as cores originais, em boa resolução.

A ferramenta não permite incluir a indicação de quem organizou a seleção dos conteúdos. No teste realizado, também não foi possível escolher tamanho de páginas, fonte, espaçamento, cabeçalhos e conteúdos.  Também não foi possível fazer nenhuma inclusão de imagem para capa.

É possível que estes recursos sejam adicionados no futuro. Isto dependerá da aceitação do recurso e de possíveis questões de direitos autorais.  

Seria muito interessante se o recurso permitisse selecionar parcialmente os verbetes ( Por exemplo quais parágrafos ou seções incluir e quais deixar de fora) ou editar o texto – como uma espécie de arquivo temporário – para a seleção. 

É possível imaginar que ferramentas e plugins similares sejam integrados a sites ( mais provavelmente em CMS como Joomla, Drupal e outros)  e blogs (como o WordPress, por exemplo). O Joomla já permite- com ferramentas adicionais- que artigos indivíduais sejam salvos em PDF. No entanto, desconheço ferramenta que permita algo similar ao que a ferramenta da Wikipedia oferece.

Sem dúvida questões de direitos autorais podem gerar discussões e questionamentos. É bom lembrar que as legislações sobre direitos autorais são diferentes de país para país.

No  Brasil, por exemplo, as novas tecnologias, a internet, e dificuldades para a preservação de obras raras e esgotadas têm gerado um movimento que deseja alteração da lei atual. O Brasil deverá lançar consulta pública sobre o assunto (O Estado de São Paulo – Caderno Link – 3 de maio de 2010).

É esperar um pouco para ver os avanços do recurso. Com a velocidade atual da tecnologia, certamente não será necessario esperar muito.