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O que é web 2.0? Mudanças de paradigmas na internet

Você sabe o que é a web 2.0? Quais as características da web 2.0? Banda larga é web 2.0? Entenda esta e outras questões com o meu artigo sobre a Web 2.0 e materiais didáticos, relativo a trabalho apresentado no XVCongresso Nacional de Linguística e Filologia ( www.filologia.org.br).

Uma citação do artigo:

 

Definir a Web 2.0 não é uma tarefa simples, uma vez que não se trata de uma atualização técnica da internet. Além disso, ela não pode ser marcada por um acontecimento histórico específico. Em outras palavras, não é possível apontar uma tecnologia ou uma data específica para o seu começo (BARROS, 2009).

 A numeração 2.0 sugere uma atualização de versão, assim como acontece comumente com softwares. No entanto, conforme discutiremos, a passagem do que consideramos Web 1.0 para a 2.0 está relacionada à compreensão de mudança de paradigmas de formas de acesso, uso, participação e interação na internet (ERCÍLIA & GRAEFF, 2008; GABRIEL, 2010; TORI, 2010).”

(VILAÇA, 2011, p. 1018)

 

VILAÇA, Márcio Luiz C. Web 2.0 e materiais didáticos de línguas: reflexões necessárias. Cadernos do CNLF, Vol. XV, Nº 5, t. 1. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2011

 

Disponível em: http://www.filologia.org.br/xv_cnlf/tomo_1/90.pdf

Sala virtual: educação online em EaD e Blended Learning

O termo Sala Virtual tem sido empregado com certa frequência para se referir a ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), learning management system(LMS), em inglês. Trata-se, portanto, de uma forma de referência a salas de aula online.

Em termos gerais, as sala virtuais são sites desenvolvidos com sistemas especializados em aducação a distância, mas podem também com muitas possibilidades serem usados para blended learning, complementando aulas presenciais com atividades online ou com espaços online para discussão.

Dois exemplos básicos de ambientes virtuais de aprendizagem são o Moodle e o TelEduc. Em post anterior, já discuti características e possibilidades de um AVA.

Os tablets, o Flash e a Educação

Os lançamentos de tablets este ano poderão ajudar a compreender o papel que estes devem desempenhar em diferentes contextos, inclusive educacionais.

Bem, é fato que muito barulho tem sido feito em torno deles. Eles são muitas vezes empregados como um sinal de modernidade e status.

No campo educacional, os tablets não podem ser ignorados. Eles poderão ser usados como suporte para materiais didáticos digitais e para acesso a ambientes virtuais de aprendizagem. Isto, entrento, deverá depender de alguns fatores que incluem: preço, durabilidade, capacidade de armazenamento, poder de expansão e convergência com outros dispositivos digitais. O custo de conexões 3G também merece destaque, mas tratarei disto em outro post.

A capacidade de rodar Flash pode ser considerado outro fator importante. Muitos sites(possivelmente a maioria) usam a tecnologia para animações, interatividade, propagandas, questionários… Este também é de forte presença em materiais digitais, até mesmo por seu caráter abrangente, podendo ser executado em computadores e alguns modelos de smartphones e tablets. Observe que, em muitos casos, a capacidade de “rodar Flash” é destacada entre as características dos dispositivos. Motivo? A sua intensa presença, conforme já apontado.

Programar ou desenhar ou converter materiais para diferentes dispositivos ou sistemas pode ser caro e complexo.  Restringir materiais a este ou aquele dispositivo pode não colabora para a portabilidade, a mobilidade e a flexibilidade.

Para a educação, não é conveniente que os estudantes precisem ter modelos específicos de tablets, com este ou aquele sistema operacional. A capacidade de acesso à ambientes de aprendizagem e materiais didáticos deve ser fácil e abrangente. Este é o motivo pelo qual o Flash, da Adobe, tem sido tão usado em e-learning.

Há diversas opções comerciais de software para desenvolvimento de conteúdos em Flash, além dos poderosos Flash e Captivate da própria Adobe. Algumas opções mais simples e econômicas são: Koolmoves, Firestarter, Swishmax, Sothink SWF Quicker. Há também softwares de conversão de Power Point para Flash, softwares de gravação de telas, ferramentas de autoria de e-learning e programas para a produção de Quiz e Survey.

Em síntese, o suporte a Flash pode auxiliar na definição dos papéis dos tablets em práticas educacionais. Possivelmente o próximo possibilitará compreender melhor estas questões, já que o acesso aos tablets deve ser significativamente ampliado pela maior diversidade de modelos, o que certamente aumentará a concorrência entre as marcas e diminuição dos preços.

 

Web 2.0 na teoria e na prática – III Jornada de Estudos Anglo-Americanos da Unigranrio

A III Jornada de Estudos Anglo-Americanos, do curso de Letras da UNIGRANRIO, teve como tema central o uso de tecnologia no ensino de língua inglesa. Neste contexto, a Web 2.0 foi tema abordado na teoria e na prática. As discussões possibilitaram aos participantes entender a possível aplicação da Web 2.0 para estudo e ensino de língua inglesa.

Na abertura, a professora Dra. Katia Tavares, professora do programa de mestrado e doutorado em Linguística Aplicada da UFRJ e coordenadora do LingNet (http://www.lingnet.pro.br/)  falou sobre o potencial da Web 2.0 na educação, priorizando na sua apresentação aspectos práticos e pedágógicos.

Cláudio Paiva discutiu o uso de diversos recursos gratuitos disponíveis na Internet para o ensino de línguas nos contextos presencial, semipresencial e on-line.

A mestranda em Letras e Ciências Humanas  da UNIGRANRIO, Elaine Vasquez, também apresentou trabalho relacionado à internet no ensino de língua inglesa.

O meu trabalho também abordou a Web 2.0. Parte do trabalho apresentou questões tecnológicas de software e hardware que possibilitam a  web da criação, colaboração e partilhamento. Os alunos puderam compreender evoluções na forma de acessar a internet, ficar online, desenvolver sites. Foi apontada a contribuição dos softwares Open Source para este movimento.

Sem dúvida, foi uma oportunidade de compreender, refletir, aprender sobre as possibilidades da internet, não apenas para a Educação a Distância Online, mas também para expandir as oportunidades de aprendizagem e interação fora da sala de aula.

Em consonância com o tema da Jornada, uma novidade desta edição é a realização de duas atividades online, uma delas sobre a elaboração de materiais didáticos digitais e outra sobre uso de ferramentas técnológicas para a pesquisa acadêmica.

A Jornada ainda teve mais trabalhos, não apenas sobre tecnologia. Cleonice Puggian, por exemplo, tratou de pesquisa sobre juventude, educação e justiça social.

Presencialmente a Jornada acabou, mas na Web 2.0 ela continua !!!

Parabéns à coordenadora Solimar, a todos organizaram e contribuiram para o sucesso do evento, e para todos que  se apresentaram !!!

Semana que vem outro evento do curso de Letras acontecerá: o Café Literário, também já tradicional na instituição.

Dica Moodle 2.0: problemas com imagens

Vários usuários estão encontrando problemas trabalhar com imagens no Moodle 2.0. Isto pode ser identificado inclusive no fórum oficial do famoso ambiente virtual de aprendizagem.

1) upload de imagens.

Um dos problemas encontrados está em fazer upload de imagens. Este problema parece estar mais relacionado ao Internet Explorer 9. O uso do Firefox 4 resolveu este problema, no meu caso.

 

2) Imagens não aparecem

Embora a imagem seja carregada para o servidor, ela não aparece, parecendo problema de link.

Neste caso, uma possibilidade é alterar a marcação de  use slash argument . Em site administration, acesse Server e, em seguida, HTTP e verifique a opção Use Slash Argument.  A página desta configuração informa:

Unfortunately, some PHP servers don’t allow this method, so if you have trouble viewing uploaded files or images (eg user pictures), disable this setting.

Traduzindo: Infelizmente, alguns servidores PHP não permitem este método. Assim, se você tiver  problemas para visualizar arquivos ou imagens carregadas, desabilite esta configuração.

 

 

Conteudista em EaD – compreensão básica

O termo conteudista está sendo gradualmente mais empregado para designar o autor de cursos e materiais didáticos para educação a distância (EaD). Embora todo professor possa ser um conteudista, eles não são necessariamente a mesma pessoa. Muitas vezes os conteúdos elaborados por um único conteudista podem ser usado por diferentes professores.

Há quem considere que professores para cursos em EaD e conteudistas tenham perfis diferentes. No entanto, isto não é tão simples como pode parecer.  No caso da educação a distância online, o conteudista precisará ter competências que estão além do domínio teórico do conteúdo, já que ferramentas pedagógicas e tecnológicas espacíficas precisam ser devidamente consideradas, bem como características do projeto em EaD e as condições disponíveis,.

Os conteúdos elaborados pelo conteudista não devem ser entendidos apenas como um “livro” que será divido em partes para o seu emprego em EaD. Isto acarretaria o risco de mera transposição de práticas pedagógicas da modalidade presencial para a distância.

Em geral, o conteudista trabalha em interação com o designer instrucional.

 

História da Educação a Distância: diferentes gerações

 

A trajetória da EaD é  dividida por diversos pesquisadores em fases ou gerações (MAIA e MATTAR, 2007; MOORE e KEARSLEY, 2008, por exemplo). Estas divisões tendem a considerar predominantemente o tipo de tecnologia empregada. As propostas de análises em gerações apresentam diferenças entre os autores, mas o ensino por correspondência é tradicionalmente classificado como EaD de primeira geração (MAIA e MATTAR, 2007; MOORE e KEARSLEY, 2008).  

Leia o meu artigo sobre Educação a Distância e conheça duas propostas de divisão da história da EaD em gerações com base na tecnologia empregadas.

Educação a Distância e Tecnologias: conceitos, termos e um pouco de história – Revista Magistro – UNIGRANRIO – Leia aqui o artigo.

Artigo: Educação a Distância e Tecnologias

Educação a Distância e Tecnologias: conceitos, termos e um pouco de história

Resumo:

A rápida e crescente adoçao da Educação a Distância em diferentes contextos tem feito que alguns conceitos, algumas vezes, estejam imprecisos e ambíguos, tanto para professores e estudantes. Este artigo tem por finalidade discutir objetivamente alguns conceitos chaves em Educação a Distância e no uso de dispositivos e recursos tecnológicos em Educação. O artigo apresenta uma definição para Educação a Distância, um perfil da sua história e desenvolvimento a a discussão de alguns conceitos e terminologias amplamente empregadas na área.

VILAÇA, M. L. C. Educação a Distância e Tecnologias: conceitos, termos e um pouco de história. Revista Magistro, Vol 1, Número 2, 2010.

Leia o artigo: http://publicacoes.unigranrio.edu.br/index.php/magistro/article/view/1197