EaD

Direitos autorais e internet: alguns links

Uma grande confusão relacionada à internet se refere aos direitos autorais. O tema , que é bastante complexo no mundo offline é ainda mais delicado na internet. A questão pode, entre outros aspectos, envolver a questão da autoria, o plágio, os direitos finaceiros decorrentes dos trabalhos e obras (chamados muitas vezes de direitos patrimoniais do autor ), licenças de usos (de softwares, serviços, vídeos, imagens…) os termos de uso e as limitações…

No que se refere ao plágio, alguns mecanismos de busca tentam identificá-los e “punir” os sites com queda de posicionamento em buscas. Há scripts, extensões e plugins que tentam dificultar que textos e imagens sejam copiadas de sites.

As licenças de uso devem ser observadas com bastante atenção para evitar possíveis problemas jurídicos. Há sites que indicam as suas políticas de direitos autorais. Copyright, Copyleft, Creative Commons, Domínio Público, Fair Play são alguns termos e conceitos que emergem neste contexto, influenciados por legislações e culturas diferentes.

Ao contrário do que muitos pensam, a internet não está isenta de direitos autorais. Não há nenhuma lei que sustente esta questão. Trata-se, na verdade, de um mito. Também é importante salientar que a proteção dos direitos autorais não depende diretamente do registro dos conteúdos. Em outras palavras, não é obrigatório que um autor registre os seus conteúdos publicados em um site para que ele esteja protegido pela lei de direitos autorais (LDA). No entanto, o registro pode ser muito importante para ajudar a definir questões de autorias e direitos.

A questão é bastante complexa, polêmica e confusa. A lei encontra-se em revisão, que precisa contemplar com clareza questões relacionadas às novas Tecnologias de Informação e Comunicação. 

Aspectos relacionados à educação e divulgação acadêmica e científica também devem ser tratados com objetividade.   

A preocupação com direitos autorais também tem relação com a Educação a Distância. Instituições, conteúdistas, designers instrucionais, professores, entre outros autores, devem ter em mente que cuidados com direitos autorais são necessários. Carmem Maia e João Mattar tratam brevemente desta questão no livro ABC da EaD.  

Para ajudar a entender um pouco melhor a questão, apresento alguns links interessantes sobre direitos autorais:

Lei de Direitos Autorais: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm

Site da Consulta Pública sobre Modernização da Lei de Direitos Autorais: http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/

Creative Commons : http://creativecommons.org/ 

Escritório de Direitos Autorais da Fundação da Biblioteca Nacional: http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=25

Creative Commons BR : http://www.creativecommons.org.br/

Arquivos de áudio

Materiais didáticos digitais em áudio: o formato universal/multiplataforma mp3

Arquivos de áudio

MP3 reina para o som

O formato mais comum de arquivos de áudio é o mp3. Muitos softwares e dispositivos executam também wmf, formato do Windows. Importante ter em mente que hoje não devemos pensar apenas em computadores, mas em tablets, celulares, MP3 players, entre outros.  O computador, logicamente, consegue executar uma diversidade maior de arquivos. Neste sentido, o MP3  parece ser a escolha mais natural.

Configurações no momento da gravação ou conversão do mp3 podem aumentar a sua qualidade. De acordo com a qualidade, o tamanho do arquivo também fica um pouco maior, mas nada que inviabilize o seu uso. Um programa muito popular para editar arquivos de áudio é o Audacity. Hoje há muitas opções gratuitas e pagas de programas para converter, gravar e editar arquivos em mp3. 

Gravações que não necessitam de muita qualidade podem ser gravadas de forma “econômica”, gerando arquivos mais leves.

É crescente o número de materiais didáticos de língua inglesa que são comercializados com arquivos de áudio em mp3 para desenvolvimento da compreensão auditiva. Isto diminui a quantidade de CDs. Além disso, facilita que os arquivos sejam executados em diferentes dispositivos.

Muitos celulares e media players podem ser usados como gravadores de mp3. Isto é uma realidade bem diferente dos antigos gravadores em fita cassete. Neste caso, é importante verificar as configurações. Arquivos em WAVE são bem mais pesados, consumindo muito espaço de armazenamento.

Materiais didáticos de E-learning: Power Point e Flash para apresentações, animações e cia

Sem dúvida, o Power Point ainda reina nos ambientes domésticos e profissionais de autoria e distribuição apresentações, animações e slides. É o programa mais usado por professores e profissionais de áreas diversas. Para a visualização das apresentações, é necessário que o dispositivo possua preferencialmente o Power Point ou software compatível, sendo que, no último, caso aumenta a possibilidade de que nem tudo apareça ou seja animado da forma planejada. A própria diferença entre versões do Office pode apresentar surpresas.

A Microsoft, a partir do Office 2003, inseriu uma forma de gravar em CD/DVD os arquivos necessários para a visualização a apresentação. Isto, em parte, resolveria o problema da ausência do software ou conflitos de compatibilidade. No entanto, na prática a situação não é tão simples por alguns motivos: a) alguns usuários não tem privilégios administrativos para instalar programas em computadores, principalmente em ambientes profissionais; b) alguns usuários não gostam ou ficam com medo de fazer a instalação; c) o sistema precisa ser Windows; d) o computador precisar ser capaz de atender a requisitos mínimos de sistema para a instalação do visualizador. Em síntese, a questão não é tão simples.

No caso da internet, o formato mais comum para divulgação profissional de animações e apresentações na internet é o Flash (anteriormente da Macromedia e hoje da ADOBE). É o software de banners, animações variadas, vídeos, muitos jogos… Estima-se que mais de 95% dos computadores tenham o Flash Player instalado. O player pode ser baixado gratuitamente. O problema aqui é a Apple, que não roda Flash no iPad e no iPhone. Os motivos são polêmicos e não convém entrar aqui nesta discussão. Em alguns casos, usuários buscam formas alternativas para instalar o Flash nestes dispositivos, já que a ausência pode influenciar significativamente a visualização de sites e experiências interativas diversas, assim como a visualização de vídeos.

O Flash é muito comum na produção de CD’s e DVD’s com conteúdos diversos, como os que acompanham revistas de informática. É muito usado para e-learning, cursos em CD/DVD e jogos.

O Flash roda diretamente no navegador da internet. O leitor do Flash roda como um plugin/complemento que atua de forma integrada ao navegador. O arquivo em Flash é , em geral, mais leve, seguro e restrito que o Power Point.

O Power Point não salva em Flash. A conversão de uma apresentação de Power Point em Flash não é uma tarefa tão simples, principalmente se o objetivo for manter animações, transições e outras funcionalidades. Há programas gratuitos e pagos, com características e recursos variados. Dependendo dos efeitos e das animações, nem todos os recursos e possibilidades do Power Point são devidamente convertidas para o Flash.

Formatos universais ou multiplataformas: PDF para materiais didáticos e documentos em geral

PDF : um formato multiplataforma

Recentemente um aluno perguntou sobre o uso de documentos em formato PDF para materiais didáticos. Sem dúvidas, o formato PDF é de grande importância na publicação, divulgação e compartilhamento de documentos. A partir da versão 2007 do Office da Microsoft, é possível salvar arquivos em PDF, fato que muitos parecem desconhecer. Outros editores de textos também permitem isto. Além disso, há programas gratuitos e pagos que permitem a conversão, edição, combinação e publicação em PDF a partir de uma granda diversidade de formatos.

Arquivos em PDF podem ser abertos em diferentes plataformas (Windows, Linux, Mac OS, Android, IOS..), inclusive em dispositivos portáteis como e-readers, tablets, smartphones. Isto sinaliza a forte presença do formato e a ampla penetração em contextos digitais.

Algumas vantagens de arquivos PDF:

  • Proteção contra edicão – quando não se deseja que o arquivo seja editado pelo leitor
  • apagamento e deformações acidentais – arquivos de texto em txt, rtf ou doc, por exemplo, podem ser apagados ou deformados por acidente
  • Evita problemas com fontes, figuras, tabelas e cia – este tipo de problema faz com que o arquivo não seja devidamente visualizado dependendo do computar, principalmente se não forem usadas as fontes seguras e se imagens em formatos pouco comuns forem empregados no texto
  • Evita incompatibilidade entre versões diferentes de editores de texto – alguns problemas podem ser oscilação de espaços em branco, espaçamento, cabeçalhos e rodapés, efeitos em figuras, fluxogramas e gráficos…
  • Formato popular para e-books, documentos oficiais, apostilas, publicações acadêmicas
  • Tamanho (peso) pequeno – principalmente se o documento tiver imagens, gráficos…
  • “aparência” mais profissional

 

O mais comum é produzir o arquivo de texto em editor de preferência como Word, OpenOffice e, quando pronto, gerar uma versão em PDF. Com programas específicos é possível gerar e editar arquivos de excelente qualidade em PDF e adicionar diferentes formas de restrições e proteções.

Em posts futuros, posso comentar e editar alguns softwares para produção, edição e proteção de PDF.

Dispositivos e internet

Materiais didáticos digitais e formatos universais ou multiplataformas

Dispositivos e internetAo trabalhar com educação a distância, blended learning ou, de forma mais abrangente, com educação online, é necessário ficar atento aos requisitos de sistemas para que estudantes e outros participantes do processo consigam abrir os materiais didáticos digitais com facilidade. Para isto devemos ficar atentos ao que podemos chamar de formatos universais ou abrangentes ou multiplataformas. Podemos chamar de formatos universais ou abrangentes aqueles que podem ser abertos com facilidade, em diferentes sistemas operacionais (Windows, Mac e Linux, Android, por exemplo).

O objetivo desta atenção é evitar que o estudante e demais agentes envolvidos no processo precisem instalar programas em seus computadores. Isto é bem mais complexo se o programa necessário requer licença paga. Mesmo no caso de programas gratuitos, alguns usuários podem encontrar dificuldades para instalar e configurar softwares. Não podemos pensar também que os computadores são novos e que são capazes de trabalhar com uma grande diversidade de programas. Como exemplo, posso citar o docx, formato padrão do Office da Microsoft, a partir da versão 2007. Muitos usuários encontram dificuldades de abrir arquivos neste formato. Neste caso, há um pacote de compatibilidade que pode ser baixado gratuitamente. No entanto, muitos usuários desconhecem esta possibilidade.

Alguns formatos de arquivos são bastante populares e podem ser abertos ou executados em diferentes sistemas, independente do computador ser novo ou mais antigo. Isto ocorre com formatos de documentos de texto, vídeos, áudio, imagens e cia.

Em novos posts, dicutirei alguns destes formatos universais que devem ser usados no desenvolvimento de materiais digitais.

Cursos de férias – uma interessante opção de formação e capacitação

As férias acadêmicas estão chegando. No entanto, isto não significa que as universidades estarão paradas.  Os cursos de férias, muitas vezes intensivos, são bastante comuns em janeiro.

Há opções em diversas áreas, mas com bastante frequência algumas áreas se destacam com uma ampla diversidade de opções: idiomas, informática, gestão.

Duas vantagens comuns dos cursos de férias oferecidos por universidades são: bom custo e curta duração.  Muitas opções devem ser oferecidas na modalidade educação a distância, o que pode ser um atrativo extra para aqueles que precisam ou desejam maior flexibilidade de horários.

Língua inglesa em Educação a Distância(EaD) – Artigo

Artigo: O USO DE TERMINOLOGIAS EM LÍNGUA INGLESA EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Leia o artigo.

 

Já notou que há muitos termos em inglês em Educação a Distância? Será que é um modismo ou vontade de parecer moderno? Entenda esta questão.

Publicações e pesquisas em educação a distância (MAIA e MATTAR, 2007; VALENTE e MATTAR, 2007; TORI, 2010; por exemplo) apresentam com bastante frequência terminologias em língua inglesa. E-learning, chat, blended learning, player, webquest são apenas alguns exemplos de termos
frequentes.

Em trabalho anterior (VILAÇA, 2010), aponto três motivos que contribuem para esta relação entre a língua inglesa e a educação a distância,
que são aqui retomados:

a) as experiências de universidades americanas e britânicas em  cursos e pesquisas em EaD;

b) o impacto dos Estados Unidos no desenvolvimento de tecnologias de comunicação e informação (TICs), de softwares e hardwares;

c) o predomínio da língua inglesa na internet.

 

 

Artigo: Tecnologia e educação: introdução à competência tecnológica para o ensino online

Tecnologia e educação: introdução à competência tecnológica para o ensino online

Márcio Luiz Corrêa Vilaça

Resumo

O uso da tecnologia na educação, inclusive na educação a distância e ensino semipresencial, demanda novos papéis para professores. Este artigo enfoca o ensino em contextos online, destacando a necessidade de uma abordagem interdisciplinar para a discussão de educação, tecnologia e língua. O foco deste trabalho está na discussão da importância de desenvolvimento da competência tecnológica de professores para a educação online.

Abstract:

The use of technology in education, including distance learning and blended learning, demands new roles for teachers. This article focuses on teaching in online contexts, highlighting the necessity of an interdisciplinary approach to discuss education, technology and language in teacher education and training. The focus of this paper is on discussing the importance of developing teachers’ technological competence for online education.

 

Considerando as possibilidades e ferramentas da internet, a tendência é a forte expansão do ensino semipresencial online nas práticas pedagógicas, em especial no ensino superior, mesmo quando não prevista ou planejada institucionalmente. Em termos práticos, isto significa que, independente de currículos, orientações ou diretrizes oficiais das instituições de ensino públicas e privadas, os
professores podem incluir atividades online nas suas disciplinas, tais como web quests, atividades envolvendo blogs e fóruns, consultas a sites diversos, quizzes, entre muitas outras.

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