Metodologia e Pesquisa

II Jornada de Epistemologia da Pesquisa Científica

II Jornada de Epistemologia da Pesquisa Científica

Tema: Teorias da Educação, Pesquisa e Intervenção na Escola

Período: 05 a 07 de abril de 2011

Prazo de submissão de propostas: 10 de fevereiro

Local: Unimontes

Informações: www.jepec.com.br

Eixos temáticos:

  • Educação Infantil
  • Alfabetização, Letramento e Linguagem Matemática
  • Didática, Metodologia do Ensino Superior e Formação Docente
  • Pesquisa, Métodos e Epistemologias
  • Educação do Campo

Domínio Público – site para pesquisa

Domínio Pùblico é um portal governamental para pesquisa e estudo, oferencendo uma diversidade de materiais gratuitos, incluindo partituras, obras literários entre muito mais.

www.dominiopublico.gov.br

Nele, por exemplo, é possível encontrar as obras completas de Machados de Assis, obras de Shakespeare, literatura infantil, música clássica brasileira…

Teses e dissertações também podem ser pesquisadas, assim como publicações sobre Educação.

Enfim, sugiro a visita. Em breve, escreverei de outro site gratuito de pesquisa: o Portal de Acesso da Livre da Capes.

Metodologia de pesquisa – sugestão de livros

Com o fortalecimento e a expansão do ensino superior e da pós-graduação, a prática de pesquisas acadêmicas tem se tornado cada vez mais necessária. No entanto, é fácil perceber as dificuldades do pesquisador iniciante em vários aspectos: planejamento da pesquisa, delimitação de objetivos, escolha da metodologia para a coleta de dados, formas de referenciação, formatação dos trabalhos…  As dificuldades e as dúvidas são maiores quando se trata de pesquisa aplicada, que requer coleta de dados. Algumas discussões no Ensino Atual já abordaram esta temática. Sem dúvida, uma grande dificuldade é a identificação da metodologia necessária e a compreensão da viabilidade ou não da pesquisa.

Apresento algumas sugestões de livros sobre metodologia de pesquisa, também chamada de metodologia científica: 

APPOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2004.

BARROS, A. J. S. e LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de Metodologia: Um Guia para a Iniciação Científica. 2 Ed. São Paulo: Makron Books, 2000.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 7 ed. São Paulo: Cortez Editora, 2005.

DEMO, P. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 2000.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LÜDKE, M ; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 6ª Reimpressão. São Paulo: EPU, 2001.

MAGALHÃES, G. Introdução à metodologia da pesquisa: caminhos da ciência e tecnologia. São Paulo: Ática, 2005.

MARCONI, M. A. & LAKATOS, E. M. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2000.

MEKSENAS, P. Pesquisa social e ação pedagógica: conceitos, métodos e práticas. São Paulo: Loyola, 2002.

MICHEL, M. H. Metodologia e Pesquisa Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas, 2005.

NUNAN, D. Research methods in language learning. Cambridge: Cambridge University Press, 1997.

OLIVEIRA, M. M. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.

RAMPAZZO, L. Metodologia científica: para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. São Paulo: Loyola, 2002.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª  Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2007.

RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 36 Ed. Petrópolis: Vozes, 2009.

SELIGER, H.  W ; SHOHAMY, E.  Second Language Research Methods. Oxford: Oxford University Press, 2001.

Objetivos de pesquisas aplicadas – qualitativas e quantitativas

 

Continuando a série de posts sobre pesquisas, aponto agora objetivos comuns de pesquisas aplicadas.  

 

A prática de pesquisas de natureza aplicada, nos mais diversos campos do saber, pode ser motivada com objetivos variados que incluem:

a)    Buscar respostas (APPOLINÁRIO, 2004) e resoluções (RICHARDSON, 2007) para os problemas

b)   Formular teorias (RICHARDSON, 2007)

c)    Testar teorias (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

d)   Produzir conhecimentos (MEKSENAS, 2002)

e)    Caracterizar um contexto ou uma população (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

f)    Mensurar fenômenos (NUNAN, 1997; MAGALHÃES, 2005)

g)   Identificar probabilidades (MARKONI & LAKATOS, 2000; SELIGER & SHOHAMY, 2001)

h)   Observar e descrever comportamentos (SELIGER & SHOHAMY, 2001)

i)     Explorar um aspecto pouco conhecido (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

j)     Determinar condições de fenômenos (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

k)   Estabelecer classificações (MARKONI & LAKATOS, 2000)

                                                                                                                             (VILAÇA, 2010, p. 65-66)

VILAÇA, M. L. C.  Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista E-scrita. Volume 1. Número 2. Maio-Agosto de 2010. 

LEIA O ARTIGO – DISPONÍVEL PARA LEITURA


Pesquisa Aplicada – características e objetivos

Pesquisas de natureza aplicada muitas vezes não são bem compreendidas por estudantes. É comum que, para “enriquecer” a proposta de pesquisa, muitos objetivos sejam anunciados, o que tende a inviabilizar a pesquisa. Em post futura, tratarei de objetivos de pesquisa. No entanto, a maior dificuldade para o iniciante é identificar a metodologia de pesquisa adequada para a coleta de dados. É preciso ter sempre em mente que a metodologia possibilita coletar dados que possibilitarão atingir o seu objetivo e “identificar” respostas para as perguntas de pesquisa.  Convém mencionar que é comum a confunsão entre inquietações e questionamentos amplos com perguntas de pesquisa. Isto também, merece, discussão em outro post.

Afinal, o que é uma pesquisa aplicada?   

VILAÇA, M. L. C.  Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista E-scrita. Volume 1. Número 2. Maio-Agosto de 2010. 

LEIA O ARTIGO – DISPONÍVEL PARA LEITURA

De acordo com Barros e Lehfeld (2000, p. 78), a pesquisa aplicada tem como motivação a necessidade de produzir conhecimento para aplicação de seus resultados, com o objetivo de “contribuir para fins práticos, visando à solução mais ou menos imediata do problema encontrado na realidade”.  Appolinário (2004, p. 152) salienta que pesquisas aplicadas têm o objetivo de “resolver problemas ou necessidades concretas e imediatas.”

As pesquisas aplicadas dependem de dados que podem ser coletados de formas diferenciadas, tais como pesquisas em laboratórios, pesquisa de campo, entrevistas, gravações em áudio e / ou vídeo, diários, questionários, formulários, análise de documentos etc (NUNAN, 1997; MICHEL, 2005; OLIVEIRA, 2007). Ao contrário da pesquisa teórica, investigações de natureza aplicada apresentam complexidades metodológicas e éticas muito mais complexas. Devido a estas questões, as práticas de pesquisas aplicadas estão mais frequentemente associadas ao ensino superior e à pós-graduação.

Na maioria dos casos, as pesquisas aplicadas exigem e partem de estudos teóricos. Na Academia poucos são os casos de pesquisas de campo que não estejam fundamentadas ou discutidas com base na literatura existente. A teoria não deve, portanto, ser considerada como aspecto restrito às pesquisas bibliográficas. Na sua estruturação mais comum, uma pesquisa aplicada apresenta: a) fundamentação teórica; b) metodologia de pesquisa; c) Análise e discussão dos dados.  Neste caso, a fundamentação teórica serve, entre outras possibilidades, de referencial para a análise dos dados, dados estes que foram coletados por meio de uma metodologia compatível com os objetivos de pesquisa e as características do objeto de estudo e do contexto de investigação (NUNAN, 1997).

                                                                                                                                                                                              (VILAÇA, 2010, p. 64-65)

Pesquisa teórica – características e objetivos

O que é uma pesquisa teórica? Quais as características de uma pesquisa teórica?  Quais os objetivos de uma pesquisa teórica?

Apresento abaixo fragmentos de um artigo de minha autoria, no qual discuto aspectos básicos sobre a prática de pesquisa, com foco em Letras e Educação.

Sem dúvidas, muitos estudantes encontram dificuldades para planejar uma pesquisa, especialmento na definição de objetivos e metodologias de pesquisas aplicadas.

Em posts futuros, abordarei a pesquisa aplicada.

 Em termos gerais, são consideradas pesquisas teóricas aquelas que têm por finalidade o conhecer ou aprofundar conhecimentos e discussões (BARROS e LEHFELD, 2000, p. 78). Em síntese, é possível afirmar que a pesquisa teórica não requer coleta de dados e pesquisa de campo. Ela busca, em geral, compreender ou proporcionar um espaço para discussão de um tema ou uma questão intrigante da realidade (TACHIZAWA e MENDES, 2006). No campo das Letras, é a forma predominante de pesquisa em Literaturas. Isto não significa, entretanto, que não haja pesquisa aplicada em Literatura e que outras áreas de Letras, como Língua Portuguesa ou Linguística só sejam pesquisadas de forma aplicada. Não devemos entender determinismos nestes exemplos.  Em Educação, a pesquisa teórica visa, entre outras possibilidades, ao aprofundamento de estudo de conceitos, biografias de educadores, discussões de visões de ensino-aprendizagem.

(…)

A pesquisa teórica também é mencionada na literatura com outras denominações: pesquisa pura (MEDEIROS, 2000, p. 33; APPOLINÁRIO, 2004, p.151), básica e fundamental (APPOLINÁRIO, 2004:151).

A forma básica de pesquisa teórica é a bibliográfica. A pesquisa bibliográfica é, sem dúvida, a forma de pesquisa mais realizada em escolas e universidades.  Os objetivos mais comuns são compreender e discutir a revisão da literatura[2] sobre o tema de pesquisa (TACHIZAWA e MENDES, 2006). Isto ocorre basicamente por consulta e estudo de livros, artigos, trabalhos monográficos, jornais e enciclopédias. O estudante tem contato com este tipo de pesquisa desde os primeiros anos escolares (DEMO, 2000).


VILAÇA, M. L. C.  Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista E-scrita. Volume 1. Número 2. Maio-Agosto de 2010. 

LEIA O ARTIGO – DISPONÍVEL PARA LEITURA

[2] Fundamentação teórica, base bibliográfica, arcabouço teórico, e pressupostos teóricos são outras denominações freqüentes.

Seminário Internacional de Texto, Enunciação e Discurso

Seminário Internacional de Texto, Enunciação e Discurso

1, 2 e 3 de setembro de 2010

PUCRS – Porto Alegre, RS

Informações: www.pucrs.br/eventos/sited 

Enunciação – discurso – linguística textual – texto – produção de textos – leitura – seminário

Especial: Dicas para monografias – temas, redação e referências

Uma novidade no Ensino Atual: a Seleção Especial. Nesta Seleção Especial, você encontra indicações de conteúdos publicados no Ensino Atual sobre monografias e redação acadêmica.

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