Arquivo da categoria: Metodologia e Pesquisa

Intertextualidade em monografias e artigos

A intertextualidade se refere ao diálogo entre textos. Em outras palavras, um texto pode recorrer a outros. Isto pode acontecer de formas variadas.

A intertextualidade pode ser literal – quando parte de um texto é citado em outro – ou não-litaral – quando há referência à ideia, ao conteúdo de outro texto sem fazer uso das palavras exatas do texto retomado.

Trabalhos acadêmicos estabelecem os dois tipos de intertextualidado. No entanto, a intertextualidade não-literal é a forma mais empregada. A intertextualidade permite o diálogo entre autores.

Em trabalhos acadêmicos, a intertextualidade deve ser referenciada. Em outras palavras, mesmo quando não há citação literal, devemos referenciar os autores que contribuem com as discussões.

Intertextualidade não deve ser confundida com interdisciplinaridade.

Metodologia científica: sugestões bibliográficas

 

Algumas sugestões bibliográficas de livros nacionais sobre metodologia científica:

 

APPOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2004.

BARROS, A. J. S. e LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de Metodologia: Um Guia para a Iniciação Científica. 2 Ed. São Paulo: Makron Books, 2000.

CERVO, A. L. & BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 4 ed. São Paulo: Makron Books, 1996.

CHAVES, M. A. Projeto de pesquisa: guia prático de monografia. 2 ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2003.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. 7 ed. São Paulo: Cortez Editora, 2005.

DEMO, P. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 2000.

FERREIRA, M. C.; MOURA, M. L. S. Projetos de pesquisa: elaboração, redação e apresentação. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2005.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LÜDKE, M ; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 6ª Reimpressão. São Paulo: EPU, 2001.

MAGALHÃES, G. Introdução à metodologia da pesquisa: caminhos da ciência e tecnologia. São Paulo: Ática, 2005.

MARCONI, M. A. & LAKATOS, E. M. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2000.

MEKSENAS, P. Pesquisa social e ação pedagógica: conceitos, métodos e práticas. São Paulo: Loyola, 2002.

MICHEL, M. H. Metodologia e Pesquisa Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas, 2005.

OLIVEIRA, M. M. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.

PÁDUA, E. M. M de. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. 6 ed. Campinas: Papirus Editora, 2000.

RAMPAZZO, L. Metodologia científica: para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. São Paulo: Loyola, 2002.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª  Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2007.

RUDIO, F. V. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 36 Ed. Petrópolis: Vozes, 2009.

 

Monografias e Artigos: Referências e Bibliografia

Tenho recebido diariamente uma grande quantidade de visitantes que buscam compreender a diferenciação entre referências e bibliografia, o que parece demonstrar a relevância desta compreensão.  Como a diferenciação entre bibliografia e referências bibliográficas não é comum, achei bom fazer algumas observações.

As referências devem estar restritas às obras referenciadas no corpo de um texto, inclusive projetos. Por este motivo, é comum em bancas, pareceres de projetos e artigos verificar, no caso das referências, se todas aparecem (referenciadas, idependente de citações literais) no texto.

Embora o termo bibliografia tenha um sentido mais amplo, é necessário cuidado. Em artigos, referenciar no corpo do texto poucos autores e oferecer uma vasta bibliografia ao final pode bastante delicado e perigoso, uma vez que pode parecer um estudo muito mais aprofundado do que realmente foi. Em outras palavras, este erro pode parecer um enchimento biblliográfico que não condiz com o estudo de fato realizado.

Muitos periódicos acadêmicos enfatizam que apenas as obras referenciadas no corpo do texto podem ser referenciadas ao final do trabalho.

Em artigos, dissertações e teses, logicamente não é comum encontrar as duas coisas, até mesmo porque muitos autores, como já apontado, não compreendem ou estabelecem diferenciação. Isto não significa, no entanto, que não haja diferenças.

Um exemplo prático pode ser encontrado no livro de metodologia de Maria Helena Michel, Metodologia e Pesquisa Científica em Ciências Sociais, publicado pela Editora Atlas. Na obra, a especialista apresenta referências bibliográficas e bibliografia de apoio.

Logicamente não há um acordo pleno sobre questões de metodologia. Isto se deve a vários fatores. Primeiramente, as terminologias são difíceis de serem controladas, por serem na maioria das vezes termos baseados em vocabulário de uso comum.

Além disso, não existe uma graduação específica em  Metodologia. Isto contribui para que os conceitos e termos sejam, quase que invariavelmente, em especial em pesquisa qualitativa, compreendidos de forma diferenciada, dependendo da área de formação e atuação do pesquisador.

II Jornada de Epistemologia da Pesquisa Científica

II Jornada de Epistemologia da Pesquisa Científica

Tema: Teorias da Educação, Pesquisa e Intervenção na Escola

Período: 05 a 07 de abril de 2011

Prazo de submissão de propostas: 10 de fevereiro

Local: Unimontes

Informações: www.jepec.com.br

Eixos temáticos:

  • Educação Infantil
  • Alfabetização, Letramento e Linguagem Matemática
  • Didática, Metodologia do Ensino Superior e Formação Docente
  • Pesquisa, Métodos e Epistemologias
  • Educação do Campo

Domínio Público – site para pesquisa

Domínio Pùblico é um portal governamental para pesquisa e estudo, oferencendo uma diversidade de materiais gratuitos, incluindo partituras, obras literários entre muito mais.

www.dominiopublico.gov.br

Nele, por exemplo, é possível encontrar as obras completas de Machados de Assis, obras de Shakespeare, literatura infantil, música clássica brasileira…

Teses e dissertações também podem ser pesquisadas, assim como publicações sobre Educação.

Enfim, sugiro a visita. Em breve, escreverei de outro site gratuito de pesquisa: o Portal de Acesso da Livre da Capes.

Objetivos de pesquisas aplicadas – qualitativas e quantitativas

 

Continuando a série de posts sobre pesquisas, aponto agora objetivos comuns de pesquisas aplicadas.  

 

A prática de pesquisas de natureza aplicada, nos mais diversos campos do saber, pode ser motivada com objetivos variados que incluem:

a)    Buscar respostas (APPOLINÁRIO, 2004) e resoluções (RICHARDSON, 2007) para os problemas

b)   Formular teorias (RICHARDSON, 2007)

c)    Testar teorias (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

d)   Produzir conhecimentos (MEKSENAS, 2002)

e)    Caracterizar um contexto ou uma população (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

f)    Mensurar fenômenos (NUNAN, 1997; MAGALHÃES, 2005)

g)   Identificar probabilidades (MARKONI & LAKATOS, 2000; SELIGER & SHOHAMY, 2001)

h)   Observar e descrever comportamentos (SELIGER & SHOHAMY, 2001)

i)     Explorar um aspecto pouco conhecido (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

j)     Determinar condições de fenômenos (GIL, 2002; RICHARDSON, 2007)

k)   Estabelecer classificações (MARKONI & LAKATOS, 2000)

                                                                                                                             (VILAÇA, 2010, p. 65-66)

VILAÇA, M. L. C.  Pesquisa e Ensino: Considerações e Reflexões Revista E-scrita. Volume 1. Número 2. Maio-Agosto de 2010. 

LEIA O ARTIGO – DISPONÍVEL PARA LEITURA


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