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O que é aquisição de segunda língua? What is second language acquisition (SLA)?

O termo aquisição de segunda língua ( second language acquisition, em inglês) é um dos principais campos da linguística aplicada. Na verdade, é possível dizer que a linguística aplicada nasceu e ganhou projeção nos estudos de aquisição de segunda língua. O termo muitas vezes não diferencia aquisição de aprendizagem e segunda língua de lingua estrangeira. Isto é bastante visível em livros de Rod Ellis.

Além de métodos de ensino de línguas estrangeiras, a área estuda aspectos que afetam a aprendizagem de línguas estrangeiras/segundas línguas (aptidão, motivação, atitude, crenças, estilos, estratégias de aprendizagem, inteligência…), interlíngua, aquisição de linguagem, ordem de aprendizagem, formação de professores, materiais didáticos…

É comum o emprego da sigla SLA ( second language acquisition) mesmo em publicações em outras línguas.

O que é interdisciplinaridade?

De uma forma geral, a interdisciplinaridade é o diálogo entre diferentes disciplinas (duas ou mais). A interdisciplinaridade mostra-se de fundamental importância em algumas áreas de estudo, tais como Linguística Aplicada e Educação. Há um crescente reconhecimento de que um “olhar unidisciplinar” seja insuficiente para uma melhor compreensão de processos, fenômenos e acontecimentos.

A interdisciplinaridade ocorre por meio de integração, diálogos e contrapontos entre disciplinas. O fato de duas áreas exeminarem um mesmo objeto não garante a interdisciplinaridade. Este é um engano comum. Linguistas, pedagogos, sociólogos e filósofos podem examinar um mesmo elemento, como, por exemplo, a aprendizagem de línguas, sem necessariamente haver um trabalho interdisciplinar. A interdisciplinaridade compreende proximidade, convergência, contato e interação.

A interdisciplinaridade é muitas vezes confundida com a multidisciplinaridade, na qual várias disciplinas trabalham em um mesmo tema, não exatamente de forma colaborativa ou interativa.

Podemos considera a interdisciplinaridade como uma característica – em certos casos, uma exigência- do terceiro milênio para a realização de pesquisa e para a construção de conhecimento.

Metodologias de pesquisa em linguística aplicada: caminho

A metodologia de pesquisa é o caminho para que um estudo seja realizado e a para que os objetivos de pesquisa sejam alcançados. Ela não é o fim (a finalidade da pesquisa). O pesquisador deve planejar a metodologia de acordo com os objetivos da pesquisa. A metodologia empregada deve viabilizar que a pesquisa se concretize e os dados necessários sejam coletados.

As metodologias sofrem ajustes ou variações de acordo com a área de pesquisa. Uma denominação pode ser um pouco diferente dependendo da área do saber.

Vejamos um exemplo: etnografia. A pesquisa etnográfica é muito comum em sociologia e antropologia. Em linguística aplicada, pesquisas etnográficas são comuns. No entanto, muitos pesquisadores preferem denominá-las de “pesquisa de base etnográfica” ou “pesquisa de cunho etnográfico“.  Em geral, uma etnografia em linguística aplicada não dura anos, como pode ser em sociologia ou antropologia. Logo, estabelecer a duração como um critério de denominação da pesquisa não é uma boa escolha. Assim, interpretações literais podem ser equivodas.

Outro aspecto delicado se refere à hipótese. Em linguística aplicada, muitos pesquisadores não adotam hipóteses para as suas investigações de natureza interpretativista. Logo, não devemos dizer que toda pesquisa depende de hipóteses.

Metodologia é caminho, não alvo ou ponto de partida. A leitura de dissertações e teses é um bom caminho para compreender as formas metodológicas de diferentes áreas.  Determinar “fórmulas” para metodologias pode fazer com que a mesma vire um obstáculo, já que os objetos e os objetovos de pesquisa podem ser variáveis, e seguirem tradições ou abordagens variadas dependendo da área do estudo (linguística aplicada, linguística textual, educação, sociologia, história, literatura…).

 

 

Pesquisa Qualitativa: sugestões bibliográficas

Algumas sugestões bibliográficas sobre pesquisa qualitativa para Ciências Humanas e Sociais, inclusive para Linguística Aplicada e Educação:

 

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

LÜDKE, M ; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 6ª Reimpressão. São Paulo: EPU, 2001.

MICHEL, M. H. Metodologia e Pesquisa Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas, 2005.

OLIVEIRA, M. M. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.

PÁDUA, E. M. M de. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. 6 ed. Campinas: Papirus Editora, 2000.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2007.

Linguística Aplicada e Interdisciplinaridade

A Linguística Aplicada é uma ciência de estudos da linguagem que se caracteriza fortemente pela interdisciplinaridade. Este fato tem feito com que as áreas de atuação de linguístas aplicados seja cada vez maior, o que ficou bastante evidente no último congrasso brasileiro da área, realizado em julho.

Algumas áreas de diálogos com a linguística aplicada são: linguística, psicologia, sociologia, comunicação social, antropologia, história, pedagogia, informática.

É possível encontrar diversas referências bibliográficas que discutem a interdisciplinaridade em linguística aplicada.

ALMEIDA FILHO, J. C. P de. Maneiras de compreender a linguística aplicada.  Revista Letras – Número 2 – Julho/Dezembro de 1991.

CONSOLO, D. A; VIEIRA-ABRAHÃO, M. H. (Orgs) Pesquisa em lingüística aplicada: ensino e aprendizagem de língua estrangeira. São
Paulo: Editora UNESP, 2004.

PEREIRA, R. C.; ROCA, P. Linguística Aplicada: um caminho com diferentes acessos. São Paulo: Contexto, 2009.

MOITA LOPES, L. P. Por uma linguística aplicada indisciplinar.  São Paulo: Parábola, 2006.

MOITA LOPES, L. P. Oficina de lingüística aplicada. Campinas: Mercado das Letras, 1996.

SIGNORINI, I. & CAVALCANTI, M. C. Linguística Aplicada e transdisciplinaridade. Campinas: Mercado das Letras, 1998.

 

 

 

Linguística e estudos da linguagem: dicionários

Podemos encontrar no mercado brasileiro algumas boas opções de dicionários de linguística e estudos da linguagem, que podem ser úteis para linguístas, pedagogos, fonoaudiólogos, entre outros profissionais:

Três classicos:

CAMARA JUNIOR, J. M. Dicionário de Lingüística e Gramática. Petrópolis, Vozes, 2001.

DUBOIS, J et alii. Dicionário de Lingüística. São Paulo: Cultrix, 2001.

DUCROT, O e  TODOROV, T. Dicionário Enciclopédico das Ciências da Linguagem. 3ª Ed. Editora Perspectiva, 2001.

 

Outras sugestões:

TRASK, R. L. Dicionário de Linguagem e Linguística. São Paulo: Contexto, 2004.

CHARAUDEAU, P. e MAINGUENEAU, D. Dicionário de Análise do Discurso. 2 Ed. 3ª Impressão. São Paulo: Contexto, 2008.

AQUINO, R. Dicionário de Gramática. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2008.

VII Semana de Letras da UNIGRANRIO

VII Semana de Letras de UNIGRANRIO

A Semana de Letras é parte do evento Memória, Linguagens e Ensino, da Escola de Educação, Ciências, Letras, Artes e Humanidades.

7 – 11 de novembro de 2011.

Local : Duque de Caxias – CAMPUS 1

A Semana contará com minicursos, oficinas, palestra e comunicações sobre literaturas, lingua portuguesa, linguística aplicada, lingua inglesa e mais.

A programação estará disponível em breve.  Informações: www.unigranrio.br (No link Eventos)

Linguística Aplicada no YouTube – Canal da ALAB

A Associação de Linguística Aplicada do Brasil tem agora um canal no YouTube (http://www.youtube.com/alabbrasil. Nele, o visitante poderá encontrar vídeos do Congresso Brasileiro de Linguística Aplicada, realizado no mês de julho na UFRJ. Provavelmente novos vídeos serão continuamente disponibilizados.

Os interessados em Linguística Aplicada devem visitar o canal.