Linguística

IV CLAFPL – Site está online e prazos de submissões prorrogado para 31 de maio

Já está online o site do IV CLAFPL – IV Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas.

Site do Congresso: http://pgla.unb.br/ivclafpl/

Organização: Universidade de Brasília (UnB) e o subgrupo de Formação de Professores do GT de Linguística Aplicada da ANPOLL.

Colégio Militar, em Brasília, DF

05 a 07 de novembro de 2012.

O prazo para submissão das propostas foi prorrogado para o dia 31 de maio de 2012.

As temáticas indicadas no site do congresso são:

1. Letramentos e formação de professores de línguas;
2. Identidades de professores de línguas;
3. Políticas linguísticas e sua interface com a formação de professores de línguas;
4. Educação linguística do professor de línguas;
5. Questões curriculares das licenciaturas em Letras;
6. Tecnologias digitais /EAD na formação do professor de línguas;
7. Parcerias universidade-escola na formação do professor de línguas (por ex. estágio, PIBIC, PIBID e projetos de extensão);
8. Avaliação educacional e formação de professores de línguas;
9. Questões de ética, cidadania e inclusão na formação docente;
10. Cognições e emoções de professores de línguas.

Pós-graduação lato sensu – estrutura, funcionamento, objetivos

É fácil verificar que muitas pessoas confundem os tipos e níveis de cursos e títulos de pós-gradução. Aqui apresento algumas considerações. Há dois tipos de pós-graduação: lato sensu e stricto sensu.

Neste post, apresento algumas questões tomando como base as áreas de Letras, Linguística, Educação e Ciências Humanas em geral. Nas áreas de saúde e ciências exatas, por exemplo, as questões são um pouco diferentes.

A pós-graduação lato sensu é, em geral, mais diretamente voltada para o exercício de atividades profissionais. Neste tipo de curso, o estudante busca aprofundar os seus conhecimentos em uma área, que pode ser um campo da sua graduação ou um outro campo. as formas de ingresso dependem do curso e da instituição. A duração mínima é de 360 horas de aula. Ao final, o aluno apresenta um trabalho final de curso que, na maioria das vezes, é uma monografia ou um artigo. Ao longo do curso que dura aproximadamente um ano (isto depende da carga horária e da estrutura do curso), o aluno cursa sequencialmente uma séria de disciplinas – também chamadas muitas vezes de módulos. A maioria dos cursos concentra-se nos sábados em horários entre 8:00 h e 17:00. No estilo mais comum, as disciplinas são de 36 ou 40 horas, muito frequentemente 4 sábados de aula.

Neste tipo de curso, a titulação dos professores é predominantemente de mestre e doutores. Isto, no entanto, pode ser um pouco diferente dependendo de diversos fatores, inclusive a área acadêmica do curso. Os docentes podem ser da própia instituição ou professores convidados.

As disciplinas são cursadas uma de cada vez na grande maioria dos casos. As universidades tem grande autonomia para a criação de cursos de pós-graduação lato senso. No entanto, em algumas áreas, os Conselhos de Classe têm influência na estrutura do curso.

Em Letras e Educação, os profissionais podem ter quantas especializações quiserem. As especialização oferece um maior aprofundamento em uma área mais delimitada. Um licenciado em Letras pode pretender se especializar em Linguística Aplicada ou Língua Portuguesa, por exemplo. Outra possibilidade é ampliar o campo buscando uma especialização em outra área não estudada na graduação. Um pedagogo pode querem fazer uma especialização em Linguística, já que o campo pode oferecer muitas contribuições para o seu exercício profissional, mas não costuma fazer parte do currículo de graduação.

É importante mencionar que a especialização amplia o campo de trabalho do profissional, mas na maioria dos casos não atribui habilitação profissional. Vejamos um exemplo: se licenciado em Letras cursa uma pós-graduação lato sensu em Pedagogia, ele não vira um pedagogo. Ele é um professor de línguas, com especialização em Pedagogia. Em outras palavras, a habilitação legal é, na maioria dos casos, conferida pelo curso de graduação. Isto depende entre outras coisas da regulamentação da profissão e das exigências legais.

Nas áreas das Ciências Humanas, é comum que os públicos dos cursos sejam bem amplos e interdisciplinares, principalmente das áreas chamadas de áreas próximas. Isto é normalmente apontado pelas instituições que ofecerem os cursos de pós-graduação.

A grade curricular pode variar muito. Assim, não observe apenas o título do curso de especialização, mas verifique os objetivos e as disciplinas. Dois cursos de especialização em Linguística ou Linguística Aplicada  podem ter estruturas e objetivos muito diferentes, que podem ser refletidas na grade curricular e nas formações e áreas de atuação dos docentes.

Caso deseje fazer uma especialização e tenha dúvidas, informe-se com a universidade, com o coordenador do curso e, em alguns casos, com o Conselho de Classe.

Em outro post, traterei da especialização stricto senso.

IV Simpósio Nacional de Estudos Filológicos e Linguísticos – IV SINEFIL

IV Simpósio Nacional de Estudos Filológicos e Linguísticos

2, 3 e 4 de abril

Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense

Informações: http://www.filologia.org.br/iv_sinefil/

Introdução aos Estudos Linguísticos – dica de livro

Uma sugestão bibliográfica para estudantes de Letras e Pedagogia, professores de línguas e interessados em questões de linguagem:

The Cambridge Encyclopedia of Language de David Crystal, publicado pela Cambridge.

 

Abrangente e ricamente ilustrado, a enciclopédia escrita pelo famoso linguista  David Crystal apresenta de forma clara diferentes questões relativas ao estudo da linguagem. Sem dúvidas, uma excelente aquisição de obra de referência sobre linguas, linguagem e linguistica.

O livro é realmente uma excelente obra que deve fazer parte da biblioteca de estudiosos da linguagem. Pela abrangência, o livro aborda questões de linguística, sociolinguística, linguística aplicada, aquisição da linguagem, entre outras áreas. Uma obra de importância interdisciplinar.

Em breve, sugiro novos livros para quem tem interesse na introdução aos estudos linguísticos.

 

XVI Congresso Nacional de Linguística e Filologia

XVI Congresso Nacional de Linguística e Filologia

27 e 31 de agosto

Local: UERJ Maracanã

Temas:

  • Análise do discurso, linguística textual e pragmática
  • Diacronia e história linguística e filológica
  • Ecdótica, crítica textual e crítica genética
  • Ensino de língua e literatura
  • Estilística e língua literária
  • Fonética, fonologia e ortografia
  • História da literatura e crítica literária
  • Leitura e interpretação de textos antigos e modernos
  • Lexicografia, lexicologia, semântica e terminologia
  • Línguas clássicas e textos clássicos
  • Línguas estrangeiras e tradução
  • Política linguística e ensino
  • Qualquer tema relacionado a Leodegário A. de Azevedo Filho ou sua obra.
  • Redação ou produção textual
  • Sociolinguística, dialetologia e geografia linguística

 

Informações Detalhadas: www.filologia.org.br

 

 

Motivação e aprendizagem de lingua estrangeira

Sem dúvidas, um fator que tem influência direta na aprendizagem de uma língua estrangeira é a motivação. Por vezes, ela vira a desculpa para dificuldades, abandono de curso, desempenho irregular…

A literatura em linguística aplicada, no campo de ensino de línguas estrangeiras, costuma discutir alguns tipos de motivação.

a) Motivação intrínseca – motivação interna, pessoal de um estudante para querer aprender a língua.

b) Motivação extrínseca – motivação externa, contextual, gerada por elemento contextual

c) motivação integrativa(ou integradora) – ocasionada pelo desejo ou necessidade do estudante de interagir ou conviver com falantes da língua – muitas vezes ela acompanha uma atitude positiva em relação ao povo e à cultura daquela língua

d) motivação instrumental – relacionada à necessidade da língua-alvo como instrumento para  a obtenção de um fim comunicativo ou para a realização de tarefas. Compreende-se que a língua é uma ferramenta necessária.

e) motivação resultante (resultative motivation) – decorrente do sucesso na aprendizagem. Um resultado positivo em termos comunicativos ou de avaliação formal (uma nota boa) pode ampliar a motivação do aluno para a aprendizagem daquela língua.

 

II SIELP – Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa

II Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa – II SIELP

30/05 – 01/06 de 2012

Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Informações: http://www.ileel.ufu.br/sielp/

Palestrantes:

Profª. Dra. Aparecida Negri Isquerdo (UFMS)
Prof. Dr. Bernard Schneuwly (França)
Profª. Dra. Désirée Motta-Roth (UFSM)
Prof. Dr. Egon de Oliveira Rangel (PUC – SP)
Profª. Dra. Elisete Maria de Carvalho Mesquita (UFU)
Prof. Dr. José Antônio Carvalho Brandão (Universidade do Minho – Portugal)
Prof. Dr. Luiz Carlos Travaglia (UFU)
Profª. Dra. Madalena Dias Teixeira (IPS- Portugal )
Profª. Dra. Maria Cândida Trindade Seabra (UFMG)
Profª. Dra. Maria Célia Lima-Hernandes (USP)
Profª. Dra. Maura Alves de Freitas Rocha (UFU)
Prof. Dr Raul de Souza Puschel (IF-SP)
Profª. Dra. Roxane Rojo (IEL-UNICAMP)
Prof. Dr. Sírio Possenti (UNICAMP)
Prof. Dr. Waldenor Barros Moraes (UFU)

Linguística Aplicada e Interdisciplinaridade

A Linguística Aplicada é uma ciência de estudos da linguagem que se caracteriza fortemente pela interdisciplinaridade. Este fato tem feito com que as áreas de atuação de linguístas aplicados seja cada vez maior, o que ficou bastante evidente no último congrasso brasileiro da área, realizado em julho.

Algumas áreas de diálogos com a linguística aplicada são: linguística, psicologia, sociologia, comunicação social, antropologia, história, pedagogia, informática.

É possível encontrar diversas referências bibliográficas que discutem a interdisciplinaridade em linguística aplicada.

ALMEIDA FILHO, J. C. P de. Maneiras de compreender a linguística aplicada.  Revista Letras – Número 2 – Julho/Dezembro de 1991.

CONSOLO, D. A; VIEIRA-ABRAHÃO, M. H. (Orgs) Pesquisa em lingüística aplicada: ensino e aprendizagem de língua estrangeira. São
Paulo: Editora UNESP, 2004.

PEREIRA, R. C.; ROCA, P. Linguística Aplicada: um caminho com diferentes acessos. São Paulo: Contexto, 2009.

MOITA LOPES, L. P. Por uma linguística aplicada indisciplinar.  São Paulo: Parábola, 2006.

MOITA LOPES, L. P. Oficina de lingüística aplicada. Campinas: Mercado das Letras, 1996.

SIGNORINI, I. & CAVALCANTI, M. C. Linguística Aplicada e transdisciplinaridade. Campinas: Mercado das Letras, 1998.

 

 

 

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